Depois, perseguiram os comunistas.
Nada disse então, por não ser comunista.
Em seguida, castigaram os sindicalistas.
Decidi não falar, por não ser sindicalista.
Mais tarde, foi a vez dos católicos.
Também me calei, por ser protestante.
Então, um dia, vieram buscar-me.
Mas, por essa altura, já não restava nenhuma voz
Que, em meu nome, se fizesse ouvir.
Martin Niemöller ( pastor protestante anti-nazi)
Assim começa um artigo do Dr. Garcia Pereira no blog da Associação 25 de Abril, intitulado "O 25 de Abril Chegou ao Fim!".
A razão porque deixo aqui este poema é porque ele retrata a maneira de ser dos portugueses, cada um só combatendo o fogo quando chega ao seu próprio quintal, todos muito preocupados com as suas próprias viditas; são capazes de se emocionar com dramas a milhares de quilómetros de distância, manifestar-se por causas nobres, mas quando toca a lutar pelo bem de todos nós, dentro de portas, a conversa é outra: mete as mãos nos bolsos, olha prò lado e assobia.
Fiquem bem.
E disse.
Uma opinadela da Vi às 04:01 AM em ponto | Diga coisas... (7) | Tréquebéques (0)
Pra dizer a verdade, não há muito pra festejar no presente.
Isso não me impede de lembrar a alegria de há trinta e três anos. O que veio nos últimos anos acabou com a alegria, a democracia está como se sabe, os direitos do cidadão idem, e já não há muitas formas de animar a malta.
Não posso e não quero deixar de lembrar a alegria sem fim de um povo que foi liberto do papão imenso, do pesadelo velho de quase cinquenta anos chamado ditadura.
Viver sem medo foi uma experiência única e um privilégio.
Só por isso valeu a pena, obrigada, Capitães.
Já murcharam tua festa, pá
Mas certamente
Esqueceram uma semente
Nalgum canto do jardim
Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei também quanto é preciso, pá
Navegar, navegar
Canta a primavera, pá
Cá estou carente
Manda novamente
Algum cheirinho de alecrim
Chico Buarque
E disse.
Uma opinadela da Vi às 12:00 AM em ponto | Diga coisas... (2) | Tréquebéques (0)
A Sôdona Ministra com apelido de livro da quarta classe celebrou hoje o Dia do Livro.
Eu também: entrei em duas livrarias duas, e se da primeira saí sem comprar nada, da segunda não trouxe livro nenhum.
Que eu cá compro livros quando me calha a mim, e não quando calha ao Dia!...
Mas voltando à vaca fria - que neste caso, e com todo o respeito, é a Sôdona Ministra da Cultura - foi Sua Excelência celebrar o prazer de não ler (como disse o sábio poeta Pessoa(s)...) à cadeia de Tires. E ela lá muito sentadinha assim com umas senhoras, e as reclusas nas mesinhas com um ar muito sossegado, e atrás da Sôdona Ministra e respectivas acolitantes, bem enfileiradinhos nas prateleiras - eles, os livros, muito quietinhos a ouvir com toda a atenção e respeito....
...e pasme-se, Senhores, que o que eu vi nas mãos das reclusas foram... fotocópias!!! Até os olhos me pularam nas órbitas e quase saltavam pra dentro do ecrã, que nem queriam acreditar no que viam - é que não é só de livros que se fala hoje, mas também dos direitos dos seus Autores, só que disso ninguém falou...
O melhor de tudo foi aquela beleza de liberdade poética de dizer naquele espaço fechado que "Ler é um exercício de liberdade". A sério. Achei um momento bonito, sem nada de clichês nem politicamente correctos, uma coisa assim cem por cento original se formos a olhar ao assunto e ao local. Eu diria mesmo, completamente imprevisível e inusitado (encontrei esta palavra no dicionário e acho-a bonita, prontos!).
Só foi pena não fazer assim uma coisa mais de concreto, do tipo decreto, maizoumenos pôr o IVA um bocadinho mais baixo. Se a Sôdona Ministra da Educação gastasse menos dinheiro a fazer publicidade prà gente "Ler Mais", poupava uma dinheirama e assim podia cobrar menos impostos nos livrinhos.
Porque não é por alguém me dizer "lê" que eu leio - tenho que poder comprar livros, não é?
E disse.
Uma opinadela da Vi às 10:17 PM em ponto | Diga coisas... (3) | Tréquebéques (0)
Acabo de descobrir que, antes do ilustre Manuel Zinho houve gente ilustre a plagiar por antecipação esta brilhante táctica marqueteira.
Nada mais nada menos que um célebre pintor que, baptizado lá por mil oitocentos e bués com o bielorusso e estrambótico nome Moishe Segal, achou mais tarde, e muito bem, que era nome pouco mediático-apelativo no grande Império Russo; arranjou, pois, um nome mais sonante, digno de um império governado por um Czar; vai daí, virou Mark Zakharovich Shagalov - nome muito mais sonoro, logo, bem mais capaz de vender quadros e coisinhas assim.
Claro que uns anitos mais tarde, quando chegou a Paris, percebeu logo que Shagalov soava pálido ao lado de craques do pincel como Picasso, Matisse e outros que tais... A sua visão de longo alcanceu fê-lo perceber que os futuros Joe Berardos da vida nem hesitariam entre uma pintura assinada por um nome como Pablo Picasso ou Paul Matisse e uma pelintrice como Mark Shagalov. Num lampejo de génio (adoro esta expressão, e acho que fica aqui muito bem), percebeu que o futuro era a língua inglesa, e já que queria ser admirado por todos, o segredo era esse: ser o Mark de todos.
Assim nasceu Marc ChagALL, que só não usou as maiúsculas no fim por respeito pela ortografia, coisa que hoje em dia já não existe*.
* A ortografia ainda sobrevive, mas o respeito... foi-se.
E disse.
Uma opinadela da Vi às 08:52 PM em ponto | Diga coisas... (3) | Tréquebéques (0)
Já que estamos numa de lambe-botismo (acabei de inventar o palavrão mas assenta que nem uma luva a muita personalidade), permitam-me a minha modesta contribuição pra ajudar a tornar conhecidos lá fora uma meia dúzia de portugueses desconhecidos mas que têm algum valor. Vale a pena estropiar o nome, quem sabe talvez passem a ser mais conhecidos vendidos lá fora.
Luís Vaz de Camões -> Louis Goes of Camones
Amália -> Amíliah
Eusébio da Silva Ferreira -> I Zíbiu of the Blackberry-bush Lady Blacksmith
Madredeus -> Mother of God
José Saramago -> Joseph Sir Amahgo
Lisboa -> Good Liz
Figo -> Fáigou
José Mourinho -> Joseph Little Moorish
Siza Vieira -> Tax Scallop
Fernando Pessoa -> Ferdinand Person
Benfica -> Good Stay
P.S. - Se quiser, pode deixar a sua contribuição; as finanças do País agradecem... pois samos todos pobrezinhos (até os milionários são pobrezinhos - quase nem pagam impostos...)
Adalberto João Jardim -> ALL berth John Garden - President of Wood's Island
Paulo Portas -> Paul Doors (Emperrated - acrescento by moi)
Alice Vieira -> ALL ice Scallop*
* pra quem não sabe, é uma das escritoras portuguesas para jovens mais traduzidas - tendo chegado a ser nomeada para o Prémio Hans Christian Andersen (procurem no sáite da Editorial Caminho, que não dá pra pôr linque directo)
Uma opinadela da Vi às 04:59 PM em ponto | Diga coisas... (4) | Tréquebéques (0)
... pimbalhismo, bacoquismo, parvoísmo, pelintrismo... e vão ao dicionário buscar os ismos mais ranhosos que cohecerem, que todos hádem ser poucos.
E porque já me treme o pêlo na venta - mais que a crista do Cocó, que acordou estremunhado da sua hibernação perante o tamanho da ministerial bacorada do Ministro Manuel Pimba Pinho.
Ferve-se-me a indignação no sangue, nesta altura do ano em que o Ministro Pimba exige de todos nós que espremamos salários de terceiro mundo pra pagar impostos de segundo mundo e recebermos em troca serviços públicos ao nível do melhor que existe em qualquer quarto mundo - tudo gerido e governado por gestores e ministros com salários de primeiro mundo.
Nesta mesma altura vem Sua Pimba Excelência anunciar que parte do meu IRS vai servir para pagar, entre outras coisas de primeiríssima necessidade, uma coisa chamada ALLGARVE. Até o D. Afonso Terceiro se revolve na tumba a esta hora, a pensar "Foi praisto que fui combater lá abaixo e mais os meus cavaleiros e arraia-miúda? Antes ter ficado a jogar à bisca lambida no paço!!! Pois atão estes totós não vêm que eu luitei pra fazer daquele território uma coisa nossa, portuguesa, e querem agora transformá-la uma coisa assim a modos de estrangeirada? Já agora sempre podiam alugá-la à minha prima Elisabeth da Britânia, ou ali ao Juã Carlos de Castela, ou até à minha parenta afastada lá da Holanda, acho que é uma tal de Beatriz. Assim, almenos, ainda o país lucrava alguma coisa - que um território deste tamanho sempre há-de merecer uma renda alta, aqui mesmo central na bordinha do Atlântico, um gaveto com duas frentes - serventia prò Atlântico e prò Mediterrânico."
Mal tá a acabar na RTP um concurso sobre os Grandes Portugueses (desculpem a falta de patriotismo mas não vi, que pramim Grande Português é o Zé Povinho que atura esta quantidade de governantes que acham que governar é "ter ideias" mesmo que sejam de jerico e marimbar-se nas pessoas que fazem este país trabalhando todos os dias apesar do desprezo e descaso que sofremos por parte dos iluminados que brincam aos governos enquanto lixam as massas)... enquanto acaba um programa sobre os Grandes Portugueses o que faz o genial Ministro das Finanças, ou da Economia, ou diabo que o valha? Pois acha que a salvação do país (quiçá do Mundo) é mudar para inglês o nome de uma parte do nosso território; não contente com isso – que chateia mas não dói muito, a não ser na alma de alguns de nós -, vai gastar SEIS MILHÕES DE EUROS SEIS na campanha de promoção da coisa, e mais TRÊS MILHÕES DE EUROS TRÊS em eventos relacionados com tal acontecimento.
No tempo em que o Professor Cavaco era só Primeiro-Ministro, um outro jerico teve a peregirna ideia de alterar o nome da vilória onde Sua Excelência nasceu, e que tinha o plebeu nome de Poço de Boliqueime (provavelmente, há umas centenas de anos) para o mais chique Fonte de Boliqueime. Lá deve ter achado que uma tão sábia iluminada criatura não podia ter vindo do fundo de um húmido e escuro poço, antes brotado duma alegre, cristalina e irrequieta fonte. Bacoquice pura e simples, que o nome das terras faz parte do nosso património, da História deste País e deste Povo, e não é pra andar assim a mudar ao sabor das vontades de cada um. Já viram o que era uma liga moralista querer que se alterasse o nome de uma terra que praí há chamada Picha? E não é pecado chamar Vila Nova da Rainha a uma terra bem velha que por aí há, onde nunca uma Rainha pôs os pés, e que se chegou a vila foi há poucos anos? Atão vamos exigir que se passe a chamar Terreola Velha dos Que Lá Moram...
Voltando à vaca fria, já dizia a minha avó que quem não tem que fazer faz colheres – e atão eu sugiro um curso de formação de fazedor de colheres prò Senhor Ministro, a ver se não pensa tanto em coisas que não levam a nada senão à gastação do nosso rico pobre dinheirinho, que era mais bem empregue a tapar buracos em estradas, reparar pontes (e ainda não desabou nenhum túnel, mas não estamos livres disso), manter escolas e hospitais abertos...
Mas não, como todo o bom pelintra, prefere gastar o dinheiro em coisas que acha que dão “estatus” em vez daquelas que dão conforto, saúde, qualidade de vida (só um poucachinho que fosse, a gente já ficava menos tristes e deprimidos...).
Pra benefício dos menos informados, a coisa resume-se em duas frases: sua excelência acha que se mudar o nome do Algarve para ALLGARVE vai conseguir atrair as duas dúzias de turistas endinheirados que ainda não conhecem/visitaram o Algarve, e que eles vão deixar por lá uma boa parte das suas fortunas e assim salvar as suas (dele) finanças.
Já pela década de ’60, andava o actual Primeiro Ministro de fraldas, os ingleses e os nórdicos (suecos, dinamarqueses...) podiam não saber pronunciar com todas as lllletras a palavra, mas sabiam o caminho prò aeroporto e chegar ao Algarve quando bem lhes apetecia. Daí pra diante, nunca foi sabido de nenhum turista que não tivesse chegado à Praia da Rocha ou a Albufeira por não saber pronunciar os respectivos nomes; vinham aviões de suecos e de alemães, e o que eles queriam era sol e mar quentinho, e trabalhar prò bronze, e comer sardinhadas e beber do tintol – aposto que metade deles nem sabia dizer o nome da terra onde tinha passado as férias, mas iam e vinham, gostavam e voltavam.
E pronto, esta redacção deve tar uma grande confusão mas desde as 8 da noite que a minha cabeça deu um nó com o tamanho da parvoíce – e saber que é a este homem que vou entregar uma parte do dinheirinho que tanto custou a ganhar ao meu Arnaldo, e a mim a tentar poupar algum... (o mesmo que foi dizer aos chineses que a gente era mal-pagos e não bufava, inda por cima). Inda bem que ele não é meu vizinho aqui no bairro, que se eu cá o apanhasse no café assim à hora da bica, havia de lhe dizer das boas, oh se havia!!! (pois tou mesmo agora a ouvir que há não sei quantos portugueses que não têm médico de família... com por exemplo eu, o meu Arnaldo e a nossa Cèlinha...).
Depois de ouvir tamanha enormidade, fui a correr ao dicionário e caiu-me o dedo em cima de uma palavra: sa-bu-ji-ce: acto ou atitude de sabujo; bajulação; servilismo; humilhação. Esta mania que alguns portugueses têm de lamber as botas aos mais poderosos pra ver se estes lhes dão umas migalhinhas, uma gorjetinha, é de uma pobreza de espírito de bradar aos céus. Cá dentro, com os menos poderosos que somos todos nós cidadãos, têm a arrogância do quero-posso-e-mando e tu tens que amochar e calar, lá fora só falta lamberem as botas a um ranhoso qualquer desde que tenha dinheiro.
Qualquer dia ainda tenho desgosto de ser portuguesa.
E disse.
Uma opinadela da Vi às 11:10 PM em ponto | Diga coisas... (6) | Tréquebéques (0)
Maria Albertina como foste nessa
De chamar Vanessa à tua menina?
Uma opinadela da Vi às 08:18 PM em ponto | Diga coisas... (1) | Tréquebéques (0)
Que uma mulher anda muito ocupada, mas hoje consegui tirar uns minutos pra dar uma saltadinha a esta minha assoalhada internética e dizer que sim,. que vou votar no Referendo - e mais, até a minha Cèlinha que não liga a mínima a votos nem a políticasos, lá foi tirar o seu cartão de eleitora só para poder ir dizer NÃO a mais mulheres prò matadouro, mal-atendidas em vãos de escada e que vão parar aos hospitais onde algumas são maltratadas por (algum) pessoal que julga o acto mas não a mulher ou as condições que a levaram a abortar. E dizer NÃO à clandestinidade que é um duplo castigo a juntar ao remorso de ter que dizer não à criança que até gostaríamos de ter, e criar, e amar... mas olha, a casa é pequena, o ordenado menor ainda, e agora não sabemos quando fecha a fábrica mas é pra breve, e o que te podíamos oferecer depois de nasceres? e é duplo castigo porque, além de ser feito às escondidas sempre com o coração ao pé da boca, além disso, ainda custa os olhos da cara, ou seja, para ser assim num sítio de confiança, paga-se balúrdios de massa - senão, uma desgraçada sujeita-se sabe-se lá a que condições...
Deixar nascer um(a) filho(a) é, de certo modo, uma promessa de futuro - mas que futuro podemos nós comprometer-nos a dar a um filho, nos dias que correm? A insegurança, o desemprego, as condições de vida a piorar dia a dia... e foi para isto que me trouxeste ao mundo, mãe?
Ouvi ontem nas notícias que o Senhor Engenheiro Guterres vai (ou já está a) angariar fundos para ajudar a melhorar as condições de NOVE MILHÕES DE CRIANÇAS QUE VIVEM EM CAMPOS DE REFUGIADOS (eu até nem sou mulher de usar maiúsculas, mas uma coisa destas é de bradar - de berrar aos céus). Bem mais valia que as pessoas que berram alto contra uns milhares de mulheres que tentam evitar mais sofrimentos e vidas difíces, mais valia que berrasem alto contra enormidades desta natureza, ou contra as medidas que têm sido tomadas contra a família - isso sim, verdadeiros atentados contra a vida humana.
Pois se os pais e as mães trabalham (os que têm a sorte de ir tendo trabalho, claro) cada vez mais longe, cada vez até mais tarde, que vida vão ter com os filhos? Se chegam a casa às tantas e ainda vão tratar do jantar, e da casa e sei lá mais do quê, quando vão ter tempo para serem pais dos filhos - conversar, ouvi-los, beijar, ralhar, contar uma história, ensinar uma cantiga?
Por isso, cá a mi, venham lá falar-me em "direito à vida" que eu pergunto logo: a que espécie de vida?...
E disse.
Uma opinadela da Vi às 01:53 AM em ponto | Diga coisas... (4) | Tréquebéques (0)
Entre mim e o Cocó, claro!
Qual de nós é o/a maluco/a, e qual o/a maluco/a e meio/a?
Uma coisa é certa: não vai ser nenhum árbitro português a arbitrar esta acesa discussão. Que a gente só gosta de apitos de lata ou de plástico, não temos gabarito pra apitos dourados (nem livro de cheques a condizer).
(se houver praí algum árbitro com apito de lata, faxavor de desculpar e ignorar este segundo parágrafo)
Cá na minha, isto merece a formação de uma Comissão Duracell para averiguar quem é quem realmente: uma daquelas comissões que duram e duram, não chegam a conclusão nenhuma, mas recebem salários como deve ser; claro que eu e o Cocó, como profundos conhecedores do assunto em epígrafe (prajá, sabemos escrever caro o que dá sempre bom tom à coisa), seremos nomeados respectivamente Presidenta e Vice-Presidente (ou vice-versa) da dita Comissão.
E disse.
Uma opinadela da Vi às 10:05 PM em ponto | Diga coisas... (4)
Quando andava por cima do mar sem dono era um Furacão; agora vai pròs Açores... e o pessoal dos Açores tremeu — que eu tamém tremia se vivesse num daqueles nove montinhos semeados no meio do oceano; chegou aos Açores, e lembrou-se que aquilo já é Portugal — portou-se à altura.
Virou Furaquinho, que é assim um faz-que-é-furacão, uma espécie de Portugal dos Pequeninos em versão furacão.
Finalmente, quando viu que se aproximava da costa portuguesa, deste país pequenino de gente pequenina, pensou "Em Roma, sê romano"... transformou-se, claro, em depressão. Mesmo assim achou que não se aguentaria num país onde ninguém liga nenhuma aos portugueses que lá vivem — mudou a agulha prà Galiza, e acabou por dar de frosques prò Golfo não sei de quê (da Biscaia, se não me engano); aí sim, horizontes largos pra poder morrer com dignidade.
Donde se prova que um furacão é um ser racional.
E disse.
Uma opinadela da Vi às 10:00 PM em ponto | Diga coisas... (3)