abril 25, 2004

25 de Ary

Era uma vez um país
Onde entre o mar e a terra
Vivia o mais infeliz
Dos povos à beira-terra.
...
Ora passou-se porém
que dentro de um povo escravo
alguém que lhe queria bem
um dia plantou um cravo
...
Quem o fez era soldado
homem novo capitão
mas também tinha a seu lado
muitos homens na prisão.
...
Disse a primeira palavra
na madrugada serena
um poeta que cantava
o povo é quem mais ordena.
...
Foi esta força viril cravo.png
de antes quebrar que torcer
que em vinte e cinco de Abril
fez Portugal renascer.
...
E em Lisboa capital
dos novos mestres de Aviz
o povo de Portugal
deu o poder a quem quis.
...
E se esse poder um dia
o quiser roubar alguém
não fica na burguesia
volta à barriga da mãe.
Volta à barriga da terra
que em boa hora o pariu
agora ninguém mais cerra
as portas que Abril abriu.

        José Carlos Ary dos Santos, “As portas que Abril Abriu

(são só alguns versos do poema – muito longo – alguns dos que falam da esperança e da força que o 25 de Abril semeou em muitos portugueses, na forma de um cravo que ainda não murchou nem mudou de cor).

abril 25, 2004 12:53 AM | TrackBack
Falaram:

25 DE ABRIL SEMPRE, na memória e no coração.

Disse monalisa, em abril 25, 2004 03:00 AM

Adoro.. !!!


Adorei o que aqui encontrei ;) que bom gosto!

Disse Gonçalo Trafaria, em maio 2, 2004 01:13 AM

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