Os maiores de 50 lembram-se de certeza. Os mais novos, não sei.
Chamaram-lhes na altura “os homens sem sono”; os capitães, tenentes, soldados e outros que tais, que eu cá de patentes e tropas não percebo nada, graças a Deus, e a guerra acabou para nós há trinta anos e a Cèlinha é rapariga se calhar nem ia se ainda houvesse.
Falava a gente então de tropas, e o Cocó, que nasceu muito depois do “25 de Abril da Abençoada Bombarda” (se não era assim era muito parecido que escrevia o Senhor jornalista Fernando Assis Pacheco), o Cocó ainda sabe menos de tropas e patentes que eu e não me pode ajudar neste capítulo.
Todos aqueles tropas: mais exército e marujos, que “araújos” parece que foram poucos – aquela tropa, dizia eu, que nos deu aquele dia e os outros que se seguiram, ficaram conhecidos como “os homens sem sono”.
É por isso que eu estou aqui a esta hora: se bem estou lembrada – que a minha memória é bicho muito traiçoeiro – foi pelas três e tal que os primeiros militares começaram a sair dos quartéis.
A eles quero deixar no sítio mais público onde consigo chegar como povo anónimo que sou, a minha homenagem e o meu obrigada pelo privilégio que me deram, e a muitos Portugueses, de ver a Liberdade em pessoa.
Esta é a minha Primeira Página, a minha coluna de jornal, o meu tempo de antena no noticiário das oito. A minha audiência é de cento e tal visitantes por dia, eu sei. Mas como já disse, é o maior auditório onde chega a minha voz. Para mim, basta.
E como símbolo desses homens que nos deram este bem precioso que é a Liberdade, hoje também é dia de lembrar o Capitão Salgueiro Maia. Quando acabou de fazer a Revolução, e assim que viu que a Democracia já tinha quem a ajudasse a instalar, voltou para o quartel tão anónimo como era na véspera do 25 de Abril. Fez o que tinha a fazer e voltou ao que fazia antes, sem aproveitar nem um bocadinho a justa fama de herói (um dos heróis) do povo.
E, meus senhores, já (quase) não há disto. Porque foi um herói do povo, e voltou para o meio do povo com (desculpem-me o antiquado das palavras) modéstia e discrição.
Ele é o meu Símbolo de Abril.
E disse.
O Capitão Salgueiro Maia é o símbolo de todos nós que pensamos ABRIL.
Disse monalisa, em abril 25, 2004 04:07 PMO teu blog sem sono é o símbolo da memória que nos devolve mais perfeita a Alma da REVOLUÇÃO ! Viva o 25 de Abril
Disse Inês, em abril 25, 2004 07:58 PMPodem parecer frases feitas mas de mim saem-me do Coração:
Viva o 25 de Abril!
Viva a Liberdade!
25 de Abril Sempre!
Goste de ler sobre vossa liberdade, que por mim era sabida de orelhada. Gostei d ler suas letras.
voltarei
beijos
maria
Olá amigo de além-mar, venho lá das terras de Vera-Cruz (tá bom é o Brasil) para provar que realmente qualquer coisa dita em "brasileiro" (eu pensei que falava português) é realmente mais engraçada. Visite a Fazenda de Tomaco.
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Desculpe, está em falta.
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Disse online casinos, em julho 31, 2004 09:23 PM