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outubro 17, 2003
As mininas
O Governo devia era agradecer àquela revista estrangeira que pôs as mininas de Bragança na capa.
Ora pensem lá: dentro da revista há publicidade ao Euro 2004, não é? E na capa as meninas, verdade? Então é como quando a gente vai ao hipermercado e .compre dois e leva o terceiro grátis.. Eu penso que aquela parte das meninas não deve bem ser grátis, mas fazem as duas coisas só com um bilhete de avião, que sai muito mais em conta.
A gente vê e ouve aquelas notícias sobre turismo sexual, acho que Portugal podia criar um novo tipo: Turismo Desportivo-Sexual, com muito sol e fado e tudo. Aposto que fazia um sucesso daqueles! Era só estrangeiros a caminho dos aeroportos deles tudo para vir ver bola e gajas, dava uma dinheirama louca!
É claro que estava a brincar ali em cima, mas ninguém me diz que não haja por aí um maluco qualquer pegue na ideia . espero que não se esqueça é de pagar os direitos de autor aqui à Vi, que me davam um jeitão.
Agora a sério, noutro dia perguntava-me a minha irmã 'dalete o que é que eu achava da história das mininas, e eu disse-lhe:
Cá na minha opinião, os donos daqueles bares, quando contrataram as meninas, não estavam a pensar em perder dinheiro, que não devem ser parvos nenhuns. Se as mandaram vir lá da terra delas, sabiam muito bem o que estavam a fazer, quer dizer, que haviam de ter freguesia para elas. A senhora da mercearia ali à frente, a Dona Teodora, não encomenda caviar, nem coisas assim, porque sabe que aqui no bairro é gente simples que não aprecia essas comidas finas, gosta é de conserva de atum, e sardinha.
As meninas, embora eu não simpatize muito com a profissão delas (mas isso é assunto meu), vieram porque quiseram, e também devem saber que há muita gente que não gosta delas e que se puder as trata mal. A gente sabe que algumas delas trabalham só no horário do bar, mas parece que há outras que fazem umas horas extraordinárias fora dali, mesmo sabendo que essa parte das extraordinárias é ilegal e podem ir presas.
Os cavalheiros, é preciso a gente ver várias coisas:
primeiro: eles vão lá porque querem, nunca vi notícias a dizer que eles vão para lá à força com uma faca ou uma pistola apontada ao peito;
segundo: se são solteiros, ou viúvos ou divorciados, pois cada um gasta o dinheiro onde quer e ninguém tem nada com isso, não é?
terceiro: os casados (ou juntos, que é a mesma coisa que eu também vivi junta com o Arnaldo antes de termos a Cèlinha) é que é pior! Já não se lembram do contrato que assinaram no dia do casamento, que diz que um é fiel ao outro enquanto estiverem casados. E isso é uma falta de respeito muito grande, e se o meu Arnaldo me fizer uma dessas que eu saiba, pumba! Leva logo com os patins, que é como quem diz peço logo o divórcio que eu não sou mulher de ter um homem a meias com outra(s). Ele casou foi comigo, se as coisas não estiverem bem pois a gente conversa, e então se não conseguirmos resolver vai cada um para seu lado e sendo livres já não tenho nada a ver com as companhias dele.
quarto: as mulheres daqueles maridos não deixam de ter um bocadinho de razão. Algumas delas até devem estar cheias de razão, porque são tão boas esposas quanto podem, e tiveram o azar de arranjar uns maridos que são uns ranhosos que não sabem respeitar as mulheres com quem escolheram viver e com quem assinaram um contrato.
Dessas eu tenho pena. Algumas são domésticas como eu, e nem sequer podem pôr-lhes os patins porque não se conseguem sustentar sozinhas.
E depois há as outras (e pelo que eu conheço das mulheres Portuguesas se calhar é o que há mais), que acham que para se ser senhora tem que se ser muito séria e virtuosa, e não sabem conversar com os maridos, e fazer-lhes companhia, e eles têm que procurar fora de casa mulheres simpáticas e carinhosas e que gostam de fazer companhia. Portanto, merecem os maridos que têm, e eles também merecem as mulheres chatas e desinteressantes que escolheram e não foram capazes de lhes ensinar que às vezes ser um bocadinho menos virtuosa e mais conversadeira não faz mal a ninguém e ajuda à união e à amizade e à felicidade do casal.
E afinal escusava de estar para aqui com esta conversa toda, porque a minha mãe explicava logo tudo só com uma frase: .Tão bom és tu, como és tu, vê lá tu!. que é o mesmo que dizer que têm (quase) todos culpas no cartório.
Agora deixa-me mas é ir lavar a loiça do jantar, que é para o meu Arnaldo não ter desculpa para reclamar e dizer que vai tomar um copo aí a um bar qualquer porque ficou chateado com a pilha de loiça no balcão da cozinha.
E disse.
Opinadela de vitriolica às outubro 17, 2003 12:01 AM
Opinadelas
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Mais uma vez não deixou as coisas a meio cozer, nem bem nem mal passado. Contratos são para cumprir, a não ser que haja acordo para rescisão e quanto a quem vai ou quem deixa de ir é assunto que diz respeito a quem controla o tráfego. E o resto são tremoços...
Opinanço de: Chibo Velho às outubro 17, 2003 12:47 AM
Como é que vocês dizem?
LOL :)
Opinanço de: Victor sem C às outubro 17, 2003 03:08 AM
E como sempre, tem toda a razão!
Sou da mesma opinião!
É pena é que se estraguem tantos lares por falta de "cabeça" do casal e na maior parte das vezes quem sofre mais são os filhos!
Opinanço de: cris às outubro 17, 2003 10:05 AM
E não faz por menos, irra! Esta Vi é fogo! 200% de acordo!
Opinanço de: Paulo às outubro 21, 2003 03:07 AM