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outubro 11, 2003
Foi bonita a festa, pá!
E obrigada ao Hipólito que foi ele que pagou o jantar que o Alípio ainda não deve ganhar muito que trabalha há pouco tempo. Não tenho a certeza, mas também não gosto de estar sempre a fazer perguntas sobre a vida das pessoas, que eu sou curiosa mas não sou nenhuma metediça.
E lá fomos todos à Petisqueira do bairro, ao pé do trabalho antigo do Hipólito que ele agora mudou de firma.
As moelinhas estavam boas, com picante q.b., quer dizer que para o Arnaldo era pouco porque ele em casa põe picante em tudo menos na sopa. Alguns comeram pipis, mas eu não acho piada às patas e aos pescoços que é quase só osso e para roer ossos ficava mas era em casa.
E era cervejinhas, e vinho, e conversa e anedotas, e como o Alípio já é grandinho não havia bolo com velas mas a sobremesa foi Pudim Flã e Molotoff; eu e o Arnaldo pedimos um de cada e depois comemos a meias.
Era muita gente que era o Hipólito e mais os manos e famílias, e a minha cunhada Francelina e os manos dela com os filhos e a namorada do Alípio e mais a Rosalina - irmã do Alípio e o namorado dela que não me lembro o nome mas é muito simpático e conversa sempre um bocadinho com a minha Cèlinha. Eu até perdi o conto a tanta gente, acreditam? E ainda faltavam as manas Lizandra e Idalete com as famílias delas mais a minha mãe, porque moram longe e não dá para fazer trezentos quilómetros só para vir jantar por isso só puderam telefonar e mandar beijinhos.
É sempre muito bom quando as pessoas se juntam e podem conversar umas com as outras mas a vida não deixa fazer isso muitas vezes. As pessoas moram longe dos empregos e longe uma das outras e quando chegam a casa já não apetece sair outra vez e fazer uma data de quilómetros para estarem com os amigos.
É a vida moderna! Tem algumas coisas boas como a Internet que sem ela eu não conversava assim com a Idalete e o Plácido que a gente encontra-se no Messenger . aquele que tem dois bonequinhos que andam à roda . quase todos os dias. Mas tem coisas más, que as pessoas vivem longe dos empregos e longe dos amigos e saem de casa muito cedo e chegam muito tarde e mal têm tempo para falar com a família que vive na mesma casa, quanto mais com os que moram noutros sítios.
O pior da vida moderna é a globalização, mas isso fica para outro dia.
E disse.
Opinadela de vitriolica às outubro 11, 2003 12:01 AM
Opinadelas
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Pois é D. Vi. Por isso anda minha amada atazanada porque lhe moo o juízo com a minha infância na aldeia e como era bom estar lá. Como as saudades aumentam com o passar dos anos.
Opinanço de: Chibo Velho às outubro 11, 2003 12:19 AM
Senhor Chibo Velho:
Somos nós que estamos a ficar velhos, ou o mundo que está menos amável?
Opinanço de: Vi às outubro 11, 2003 12:28 AM
Fico cheio de inveja dessas festas. Os pipis são um bom petisco, mas já os vou preferindo mais à tarde. À noite, tal como agora, prefiro estar a "trabalhar" com um run "HavanaClub - 7 años" e um charuto "Cohiba".
Não é que tenha a mania de ser "fino", mas essa coisa do «Molotoff» faz-me lembrar a guerra. Sim, faz-me lembrar um colchão da tropa... queimado.
Não concordo com essa de que "o pior da vida moderna é a globalização..." e a prova disso está no facto do Governo ir promover uma festa nacional para convivermos todos, numa demosntração que o Mundo, somos nós.
Opinanço de: Dizer Bem às outubro 11, 2003 12:53 AM
As duas coisas D. Vi, as duas coisas...
Opinanço de: Chibo Velho às outubro 11, 2003 10:32 PM