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março 07, 2005
Por isso sai... sai da minha vidaaaaaa!
Era o que cantava o Doutor Jorge hoje à tarde enquanto fazia a faxina de fim-de-semana às paredes do Palácio. Isto, enquanto a Doutora Maria areava as pratas da baixela na cozinha. “Sabe, Zezinha, acho que vou atirar esta tralha p’la janela; estes olhos todos a olhar pramim tão-me a dar nos nervos! Tou quase possesso!” – gritou ele na direcção da cozinha.
“Oh Jorginho, mas o que é que lhe deu hoje? Porque é que resolveu implicar assim com estes senhores que estão aí sossegadinhos há tantos anos?” retrucou ela do meio da prataria.
“Então a menina não vê que isto é uma data de traidores? Todos abandonaram o Palácio, um abandonou o País e anda lá p’lo estrangeiro, e a maior parte deles abandonou o Palácio, o País, e até este vale de lágrimas! Amanhã alugo uma camioneta de mudanças e vou despejar esta tralha toda à porta do Alto de S. João e dos Prazeres - pra onde a maior parte fugiu -, que é pra eles aprenderem. Traidores!”
(J. sai pela direita alta cantando “Saaaaaaiiii! Sai da minha viiiidaaaaaaa!”)
(inda não sei se isto vai ser um romance tipo “Maria não me mates que sou a tua mãe”, ou uma peça de teatro assim entre a tragédia e a comédia. Prajá, ainda é só um rascunho. Eu sei que a personagem principal tem um ar um bocado acriançado, mas que querem? É da minha falta de prática. Mas lá que o começo é bom e a obra completa há-de ser melhor ainda...)
E disse.
Opinadela de vitriolica às março 7, 2005 12:00 AM
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Força comadre, caneta em riste que quero ler mais.
Um Xi-Coração do
Zé do Telhado
Opinanço de: Zé do Telhado às março 8, 2005 06:26 PM