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abril 25, 2005

Eu 'tive lá

O 25 de Abril esteve na rua
Deixei em casa o Arnaldo e a Cèlinha que não aceitaram o convite, mais o Cocó que não tem direito a andar nos transportes públicos - que a democracia ainda não chegou à capoeira.

Já não ia há muitos anos à manif do 25 de Abril, mas há um ano prometi a mim própria que este ano havia de ir; promessa cumprida!

Gostei de sentir um bocadinho da lembrança daquele espírito de há trinta e um anos, e de estar no meio de um grupo de pessoas que sentem que aquela data foi importante para muitos de nós. E comprei um cravo vermelho, pois claro! E dei vivas à liberdade e à democracia também.

E mais não conto, porque fui lá pra sentir e pra viver, e não pra fazer reportagem.
Muito obrigada ao senhor Pedro Figueiredo que me deu a informação sobre o local e hora da manifestação.

E já me esquecia de uma coisa muito importante: faz hoje trinta anos que, pela primeira vez, tive direito a votar. Pois, é bom não esquecer.
E disse.

Na cesta Vi-zinha

Posted by vitriolica at 11:59 PM | Comments (8)

Pergunta importante

Alguém sabe dizer de onde e a que horas sai a manifestação?
Agradece-se deixar a informação aí nos comentários faxavor, que acho que este ano sou capaz de ir.

Na cesta Vi-zinha

Posted by vitriolica at 12:04 AM | Comments (1)

Importante - não esquecer

Agradecer mais uma vez aos homens sem sono (como então foram chamados) que nos devolveram o direito de conhecer o sabor e a cor da liberdade, e de ser cidadãos de corpo inteiro num país democrático e pacífico.
E disse.

Na cesta Vi-zinha

Posted by vitriolica at 12:00 AM | Comments (1)

abril 23, 2005

TVI - 1, Canal 18 - 0

Ou seja, é meia-noite e meia de sexta-feira princípio de fim de semana. Muitos meninos vão-se deitar mais tarde, e a Dona TVI programou um espectáculo de Educação Sexual.
Acho muito bem: os professores (Senhor e Senhora) estão vestidinhos com lingerie, sem esquecer o sapato de salto alto - dela e o relógio - dele. Tudo muito correcto e decente, inclusive com legendas explicativas pra quem não perceba bem a acção. Completado ainda pelas explicações de um locutor, ou apresentador.
Ainda por cima, vê-se a cara de um namorado ou marido ou companheiro da "senhora professora": ali, bem ao vivo, os sentimentos e expressões do pobre traído. No fim de tudo há discussão e agressão.

Um mimo. Um exemplo. De atitudes, de comportamentos... tou abobalhada.
Parabéns à TVI. Consegue transmitir, pouco depois da meia-noite, cenas que chocam o bom-senso e bom-gosto de muita gente. Nem sequer falo das imagens de pseudo-sexo, sem o menor interesse a não ser pra quem nunca viu, e mesmo assim não fica lá muito informado(a).

Tudo o resto é muito perto da miséria humana, péssimos exemplos de pessoas; desconfiança, sexo medíocre, traição conjugal, violência de palavras e de gestos (com lutas físicas e verbais entre o traído e o traidor).
O programa é brasileiro; isso não tira o "mérito" à TVI, de ter na sua programação uma coisa do mais rasteiro que eu já vi (eu, que tinha achado mau o Jerry Springer que a SIC transmitia aqui há tempos). Tive que ver um bloco (mais ou menos) inteiro para acreditar no que os meus olhos viam.

A TVI ganhou ao Canal 18, onde profissionais fazem um trabalho de representação para quem aprecia. Num canal dito generalista, o que é que temos? Pessoas comuns (ou apresentadas como tal), que suspeitam, montam armadilhas, traem, discutem, e têm atitudes violentas.
Será que as audiências justificam tudo?
Os órgãos de comunicação, sobretudo os comerciais, talvez não tenham a obrigação de ensinar ou educar. Mas precisam de desensinar e deseducar assim? Até dá saudades do "All you need is love", e faz sentir que o "Perdoa-me" era um programa cinco estrelas.
Não sei se é mais pobre de espírito quem inventa e participa em tamanha porcaria, quem o escolhe para a programação, ou quem o vê. (tem razão, eu vi: um bloco, uma vez - de que outra maneira podia comentar?)
E disse.

Na cesta Portugal ovitisoP

Posted by vitriolica at 12:28 AM | Comments (7)

Os homossexuais, a IVG e o 25 de Abril – tudo no mesmo saco (mais a religião, já agora)

Juro que não foi o Cocó que inventou este título, fui mesmo euzinha, a Vitriólica C. O. Rosiva! Vamos atão à explicação:

Vem isto a propósito dos casamentos de homossexuais e do aborto, e de duas coisas que ouvi hoje.
Alguém da Igreja Católica sugeria hoje aos notários espanhóis que sejam objectores de consciência, e se recusem a realizar os ditos casamentos. Um senhor (penso que o Presidente da Ordem dos Médicos) dizia que qualquer médico pode ser objector de consciência e recusar-se a praticar o aborto – mesmo nos casos em que a lei se aplica.
Até aqui, tudo bem, eu não posso concordar mais. Não faço ideia do que diz a lei sobre se estas pessoas são ou não obrigadas a praticar estes actos. Não sabendo nada de leis, estou a leste. Mas sei muito bem o que eu acho.

Eu acho que um notário que tem convicções morais que reprovam o casamento entre homossexuais tem o direito de recusar-se a prestar esse tipo de serviço; o mesmo, para os médicos que não concordam com o aborto praticado dentro do respeito pela lei.
E agora aqui entra o 25 de Abril, que nos trouxe a liberdade e a democracia, e o respeito pelos direitos de todos – sem excepção!

Pois é! Aqui é que a porca torce o rabo! Tal como os senhores e senhoras que têm princípios que não lhes permitem praticar estes actos, há outros tantos que acreditam que eles são justos e certos, e estão dispostos a praticá-los. Então, está tudo resolvido: os primeiros objectam, mas não impedem os outros de realizar; os segundos realizam, e não obrigam os outros a praticar. Chama-se a isto democracia, e respeito pelas convicções do Outro.
Ou não é?
E disse.

Na cesta Agora a sério

Posted by vitriolica at 12:00 AM | Comments (4)

abril 22, 2005

Habemus candidatum! - Fumo branco no Largo do Caldas

Finalmente, depois de não sei quantos conclaves em que não era só fumo negro mas a coisa estava mesmo preta lá pràqueles lados. Eu não passei por lá, mas a zona já devia estar toda cor de breu, pois desde que o Papa Portas deixou de comandar, aquela gente conclavava, conclavava e nada! No meio de tanta cabeça não havia um só que fosse digno de calçar as sandálias do mui venerado - até descer aos infernos da desgraça - Último Pastor.

Agora sim, há fumo branco, e já podem gritar e comemorar à vontade: "Habemus Candidatum", já temos um "paizinho" pra olhar por nós e guiar-nos até aos tais dois dígitos (com uma marota duma vírgula no meio).

Vamos a ver se ele consegue "vestir o fato", pois parece que os trajes foram cortados tão à medida do último utilizador, que dificilmente há-de servir a outro...
E disse.

Na cesta Códrilhices

Posted by vitriolica at 10:01 PM | Comments (4)

abril 20, 2005

Convite pra entrar na cadeia

Como podia eu dizer que não ao pedido-proposta-apelo do Senhor Carlos? (cá prà Vi, há-de ser sempre Senhor Carlos, não vale a pena discutir – que eu sou mais teimosa que a burra da Senhora Minha Avó).

Cá por mim, pois sabendo a gente que há tantos jovens que gostam de jogos de acção, está na altura de terem um jogo-de-pula-e-salta que não os leva a matar e a destruir, a conhecer armas e veículos de combate.
Com este jogo podem aprender que há outras lutas: contra a pobreza, a fome, a seca; e outras armas: a solidariedade, a alfabetização, a educação...

Aqui fica a sugestão, ou antes, desta vez é mesmo um conselho, quiçá (este quiçá é dedicado ao Senho Carlos em especial) uma ordem: copie este endereço e dê-o a todos os miúdos que têm computador e gostam de jogar. E se eles não têm acesso à internet ou têm uma ligação lenta e cobrada ao minuto, faça você o download, grave num cd (ou em vários, tantos quantos os necessários), e ofereça, distribua, impinja. Depois disso já pode gabar-se de ter tomado uma atitude em relação à fome no mundo, em vez de um simples clicar no "reenviar mensagem" para " toda a lista de contactos".
O linquezinho prò download do jogo é este.
E disse.

Na cesta Causas

Posted by vitriolica at 12:00 AM | Comments (2)

abril 19, 2005

Ratzingers partam...

Subtítulo: redacção mazinha com título cem por cento malvado, por (má) influência das histórias perversas que ando a ler desde sábado à noite.

Pois parece que temos Papa, que não deve ser tão fácil de engolir como uma papa Cérélac!
Tendo em vista o que se sabe de Sua Santidade, se calhar ainda se vai andar um bocadinho mais pratrás em certos assuntos da Igreja; talvez na área do convívio e da tolerância em relação às outras formas de adorar a Deus — o que parece mal, sobretudo para um homem que vive na cidade onde todos os caminhos vão dar.
Vamos a ver se o "humilde trabalhador da vinha do Senhor" não usa a tesoura de podar em demasia, se não corta a torto e a direito ramos que deviam crescer e florescer, se não atrofia a adesão de mais "trabalhadores voluntários", se não confunde pés de aspecto um bocadinho diferente com pés atacados pelo míldio e o oídio, e arranca e queima esses pés só porque têm uvas de cor diferente, que mesmo assim sabem a uva e dão bom vinho.

Não tenho grandes conhecimentos de assuntos da Religião Católica, mas parece-me que a Congregação para a Doutrina da Fé (que ele comandou nos últimos vinte e quatro anos) é assim uma espécie de neta da "Santa" Inquisição; isso não dá lá muita confiança a pessoas que vêem a Igreja e a Fé com olhos de Século XXI.

É verdade que eu não percebo nada do assunto. Mas desde quando é que esse facto impediu alguém — sobretudo português(esa) de ter e dar a sua opinião sobre seja o que for?
Não sou militante mas sou simpatizante, como eu costumo dizer: fui educada na religião católica, e fui-me afastando se calhar por falta de fé, se calhar sei lá porquê. Mas interesso-me pelas religiões em geral, porque entendo que todas as que são pelo bem, pelo amor e respeito pelo próximo são dignas e merecedoras de respeito. Cá pra mim, é esse o significado do ditado "Todos os caminhos vão dar a Roma" — Deus, se existe, é só um, mas cada religião o "pinta" de uma maneira diferente, como uma mesma paisagem vista por pintores diferentes.
O importante é não fazer mal a ninguém, fazer-se o bem quando se puder, e no mais o Papa é uma espécie de Presidente: pode ser ele que está lá em cima, mas quem faz o país, bom ou mau, são também todos os outros cidadãos, com ou sem cargo, com ou sem poder — pelas palavras e pelas acções de todos os dias.
E disse.

Na cesta Agora a sério

Posted by vitriolica at 11:59 PM | Comments (5)

abril 18, 2005

Reportagem fotográfica – exclusivo mundial

A verdade é que mais ninguém se lembrou de registar o momento... e eu lembrei-me por acaso.
Como já foi dito, a fotógrafa e a cãimbra não valem o caracol, mas um documento histórico é um documento histórico e aqui fica registado, para a posteridade, este momento histórico do lançamento do segundo livro do premiado autor Senhor Luís Ene, e primeiro livro da Editora leituras.com.net.

No dia 13, peregrinação ao Santuário da FNAC e primeiro registo da existência do Santo Graal.


O Santo Graal

No dia 17, o registo histórico propriamente dito; à esquerda vê-se um Senhor Importante cujo nome não me ocorre agora (tamém não servia pra nada porque está irreconhecível), logo seguido do Prestigiado Autor, mais um Senhor Importante (ver comentário ao primeiro Senhor Importante), e logo a seguir o Prestigiado Editor.

Um momento do Evento Cultural

Em segundo plano, no canto direito, um piano que não foi usado mas ajuda a compor a sala; na parede, três das obras de arte que estavam em exposição. A que me agradou mais não aparece na foto: estava aqui do lado direito, a do eléctrico, mais perto da porta. Se alguém quiser oferecer-ma, prometo que não vou ofender ninguém e aceito o presente.

Outro momento de alto valor cultural

E disse.

Na cesta Serviço Cultural

Posted by vitriolica at 12:23 AM | Comments (3)

Reportagem em diferido

Pois as fotografias estão uma grande porcaria, porque a fotógrafa nãom vale um caracol, e uma cãimbra de telemóvel é o que é.
O lançamento foi muito melhor do que as imagens mostram, pois não teve nada tremido nem desfocado.
Havia dois senhores assim um bocado importantes (é pena mas varreram-se-me os nomes deles) que disseram coisas muito importantes e muito interessantes sobre as histórias do Senhor Luís. E, claro, o autor – Senhor Luís Ene, e o editor – Senhor Paulo Querido.

E estão todos de parabéns: os senhores importantes por terem tido a oportunidade de ler aquelas palavras tão bem escritas, aquelas histórias que são um achado, tão cheias de pequenas-grandes surpresas; o Senhor Luís, por ter esse dom maravilhoso de saber usar assim as palavras; e o Senhor Paulo, por ter tido a oportunidade – e a sabedoria de a aproveitar – de editar uma obra destas.
Havia também a assistência, que era quase tudo gente dos blogs. Ninguém quis fazer perguntas nem comentários depois das "faladuras", mas ficou toda a gente ali pela livraria ("Ler Devagar", para quem ainda não sabe), vendo os livros, e conversando uns com os outros – sobre livros e não só.

O fim da noite foi num bar ali perto que parecia assim a casa duma velhota muito velhota, meia maluquinha, daquelas a quem chamam "excêntrica": é que as paredes estão todas decoradas com canecas, bonecos, tudo o que é cacareco de loiça e coisa do género. Estávamos no "Pavilhão Chinês", e para mim, que não saía assim à noite há muitos anos, foi uma animação. Ficámos ali sentadinhos à conversa, tentando não ligar à música que era uma assim músicas interessantes, mas com o acrescento daqueles tun-tun-tuns a fazer de conta que é moderno, e que transforma músicas e canções bonitas em porcarias barulhentas.

Lembro-me que falei sobretudo com a menina Cris, e com o menino Fernando (informação gentilmente fornecida pela nossa Grande Dama - um muito obrigada, minha boa amiga!) que estava com ela – desculpe não me lembrar do nome nem do blog, se me der a informação eu corrijo este bocadinho. Ele sabe muito de música, pelo que eu percebi, de modos que fiquei toda contente por saber que ele também é fã da Elis Regina. E também gosto de alguns livros de que a menina Cris também gosta, e afinal é assim que a gente faz amigos, quando encontra pessoas com gostos e opiniões parecidos com os nossos.

Foi bom reencontrar e conversar com a nossa Grande Dama – menina Catarina, que me apresentou a menina Ruiva, um bocadinho envergonhada como eu quando era mais nova, mas que me pareceu um doce de pessoa. E também com o Senhor Carlos, que gosto muito de rever, e com quem é sempre bom conversar (mesmo que seja só um bocadinho).

Resumindo, concluindo e baralhando: foi bom sair de casa, foi melhor ainda assistir à apresentação do livro, e sobretudo, rever gente boa, conhecer mais gente boa, e poder conversar com todos.
A foto-reportagem tá uma porcaria, mas vem já a seguir.
E disse.

Na cesta Serviço Cultural

Posted by vitriolica at 12:00 AM | Comments (5)

abril 09, 2005

Acaba de abrir ao publicozinho :)

O Café Expresso Tadechuva, sábia e superiormente dirigido pelo Excelentíssimo e Dignissimo Senhor ZecaTelhado, muito bem apoiado por uma equipa de redactores de alto gabarito e fino recorte literário, do melhor que se pode encontrar na luso-blogosfera.
Visite já o primeiro número, antes que esgote.
E disse.

Na cesta Vi-zinhanças

Posted by vitriolica at 12:02 AM | Comments (3)

Crítica Literária

Tem razão, caro leitor/visitante: o meu novo cargo de colaboradora/redactora do Café-Expresso Tadechuva deu-me a volta ao miolo. É verdade, estou convencida de que sou uma pessoa importante – e com toda a razão, pois se até assino uma coluna numa publicação semanal!
Já me estou a imaginar a recusar os convites insistentes e repetidos do Doutor Moniz – que digo, da Endemole em peso! – para participar na próxima Quinta das Nulidades, o assédio das vendedeiras da próxima vez que me deslocar em visita oficial e de estado ao tripeiro Mercado do Bolhão, as disputas e tricas dos costureiros para me emprestarem os trapitos de alta costura – eu, que sou mais do tipo "Boutique Alcofa"... enfim, já estou a antecipar o fardo que vai ser transportar o peso da fama (noblesse oblige, como diz o outro quase tão famoso como eu vou ficar muito em breve). Isto sem falar nas ofertas de contratos milionários pra vender jóias e cachuchos nos TêvêShópes, promover colchões que dão saúde e curam todos os males do esqueleto, e recomendar trens de cozinha que tratam das refeições sozinhos, e só produzem refeições saudáveis, equilibradas e (quase) sem calorias. Tudo isto, claro, sempre na companhia indispensável e imprescindível do meu muso, o meu "compagnon de route" (aprendi esta com o Docteur Máriô Soarez), o meu bem-amado Cocó. (Esquecia-me das longas sessões de autógrafos em hipermercados, grandes momentos de comunhão com o Povo, esse povo do qual eu (ainda não) saí, e que me devolverá em atenção e carinho a minha dedicação à nobre arte da escrita blog-jornalística)

Mas desculpem, caros visitantes/leitores, ter-me deixado arrastar pelo meu sonho secreto de glória e fama e reconhecimento público – sonho que em breve, muito em breve, se vai tornar realidade graças à sensibilidade, inteligência, perspicácia e bom gosto do Senhor ZecaTelhado, que pôs em acção todas as suas melhores qualidades para descobrir o meu talento natural, o meu dom da escrita, toda esta qualidade cronístico-literária que avassala o meu ser...

Voltando ao tema central do dia, que é como quem diz ao cherne da questão, pois vamos lá então à criticazinha, que é como quem diz, um por cento de crítica literária. Eu explico:
O Senhor Escritor Luís Ene, não contente em escrever mil histórias e +1, resolveu agora (já aqui há tempos, aliás) pô-las em livro. Eu ainda não tive oportun$dade de comprá-lo mas não perdi pela demora, porque pude "provar um aperitivo" de dez histórias (o tal um por cento); devo dizer que gostei, melhor dizendo, gostei muito, porque são histórias bem curtinhas, que a gente lê num abrir e piscar de olhos – mesmo!
Essas histórias não são nada parecidas com as que estou habitada a ler, que eu é mais policiais e coisa assim ligeiras, que não obrigam a pensar nem nada.
Agora as do Senhor Luís, sendo bem pequenininhas, são cheias de cantos e recantos, como aquelas caixinhas antigas, pequeninas mas "com segredo" – às vezes uma gavetinha secreta, outras vezes uma caixinha mais pequena e muito bem escondida, mas sempre com uma surpresa lá dentro.

Só posso aconselhar os meus visitantes/leitores (e vice-versa) a fazerem o mesmo que eu: vão até à página de apresentação, leiam a dita apresentação, e lá no finzinho da página cliquem no linque para o extracto de 20 páginas em formato PDF. Guardem, abram e leiam, e verão que ficam como eu: cheios de apetite para ler as outras novecentas e noventa e uma. Não devem estar todas neste primeiro volume, mas a gente tem a esperança de que eles cresçam e se multipliquem.
Ah! Por cima do linque prò "aperitivo" há outro que leva direitinho prà loja do nosso "senhorio", onde podem comprar o livro com direito a envio pelo correio, que nem é preciso sair de casa pra comprar. Aproveitem, que não se vão arrepender. Palavra de Vi.
E disse.

Na cesta Serviço Cultural

Posted by vitriolica at 12:00 AM | Comments (0)

abril 02, 2005

Hoje ofereça um livro a uma criança

É esta a minha "mensagem do dia", que é um dia muito especial e muito importante: faz hoje duzentos anos que nasceu Hans Christian Andersen, a quem chamam o "pai da literatura infantil".

Quem não vibrou com a história d'A Sereiazinha, quem não se derreteu com a paixão d'O Soldadinho de Chumbo, quem não ficou com os dedos gelados com A Menina dos Fósforos, quem não se sentiu, pelo menos uma vez na vida, um verdadeiro Patinho Feio?

Foram muitas e bonitas as histórias que o Senhor Andersen nos deixou – só contos de fadas, foram mais de cento e cinquenta. E talvez o meu visitante não saiba, mas ele esteve em Portugal (em Sintra e noutros lugares), e não só gostou mas também escreveu sobre essa viagem.

Há não sei quantos anos, esta data foi escolhida para ser o Dia Internacional do Livro Infantil. Por tudo isso vale a pena oferecer hoje ao(s) seu(s) filho(s), se é pai ou mãe, um livrinho. Se não é, ofereça a um sobrinho, um afilhado, ao filho da empregada ou da vizinha. É importante mostrar aos mais novos a magia que se cria de cada vez que abrimos um livro.
E já agora aproveite, e explique (aos que já viram o filme) que o autor da história d'A Sereiazinha não foi o senhor Walt Disney. Que eu já ouvi alguns meninos dizerem este enorme disparate. Viram o filme, mas não sabem que há mais de cem anos que a história foi escrita: claro, ninguém lhes explicou!
Ora aí tem uma boa desculpa para ir ao centro comercial! Dá as voltas do costume, e antes de sair entre numa livraria e deixe a criancinha folhear, mexer, e no fim, escolher um (ou dois... ou mais...!)
E disse.

Na cesta Serviço Cultural

Posted by vitriolica at 12:00 AM | Comments (3)