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abril 23, 2005
Os homossexuais, a IVG e o 25 de Abril – tudo no mesmo saco (mais a religião, já agora)
Juro que não foi o Cocó que inventou este título, fui mesmo euzinha, a Vitriólica C. O. Rosiva! Vamos atão à explicação:
Vem isto a propósito dos casamentos de homossexuais e do aborto, e de duas coisas que ouvi hoje.
Alguém da Igreja Católica sugeria hoje aos notários espanhóis que sejam objectores de consciência, e se recusem a realizar os ditos casamentos. Um senhor (penso que o Presidente da Ordem dos Médicos) dizia que qualquer médico pode ser objector de consciência e recusar-se a praticar o aborto – mesmo nos casos em que a lei se aplica.
Até aqui, tudo bem, eu não posso concordar mais. Não faço ideia do que diz a lei sobre se estas pessoas são ou não obrigadas a praticar estes actos. Não sabendo nada de leis, estou a leste. Mas sei muito bem o que eu acho.
Eu acho que um notário que tem convicções morais que reprovam o casamento entre homossexuais tem o direito de recusar-se a prestar esse tipo de serviço; o mesmo, para os médicos que não concordam com o aborto praticado dentro do respeito pela lei.
E agora aqui entra o 25 de Abril, que nos trouxe a liberdade e a democracia, e o respeito pelos direitos de todos – sem excepção!
Pois é! Aqui é que a porca torce o rabo! Tal como os senhores e senhoras que têm princípios que não lhes permitem praticar estes actos, há outros tantos que acreditam que eles são justos e certos, e estão dispostos a praticá-los. Então, está tudo resolvido: os primeiros objectam, mas não impedem os outros de realizar; os segundos realizam, e não obrigam os outros a praticar. Chama-se a isto democracia, e respeito pelas convicções do Outro.
Ou não é?
E disse.
Opinadela de vitriolica às abril 23, 2005 12:00 AM
Opinadelas
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Pois é, cara amiga Vi. Isso de objecção de consciência, pode servir como apelo de quem muito bem entenda, o problema prende-se é com o desrespeito pelo cumprimento da função a que
está obrigado o elemento aconselhado que lhe poderá valer a instauração de um processo disciplinar.
Opinanço de: congeminações às abril 23, 2005 12:44 PM
É,é,é,é.,,,
Ou melhor, devia ser mas não é ( tá confuso ).
É o velho dilema entre a Moral e o Direito.
Um abração do
Zecatelhado
Opinanço de: Zé do Telhado às abril 23, 2005 04:52 PM
Eu não metia a IVG no mesmo saco. É um caso de saúde pública que não pode esperar. Bastaria criar clínicas com médicos não-objectores e estava resolvido o assunto.
Opinanço de: Idalete às abril 24, 2005 01:18 AM
Eu até acho que os funcionários das Finanças que não concordem com o casamento homossexual devem também fazer uso da objecção de consciência e recusar a papelada do IRS aos casais nessas condições, sem qualquer prejuízo para tais contribuintes.
Opinanço de: Fernando às abril 27, 2005 03:40 AM