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abril 18, 2005

Reportagem em diferido

Pois as fotografias estão uma grande porcaria, porque a fotógrafa nãom vale um caracol, e uma cãimbra de telemóvel é o que é.
O lançamento foi muito melhor do que as imagens mostram, pois não teve nada tremido nem desfocado.
Havia dois senhores assim um bocado importantes (é pena mas varreram-se-me os nomes deles) que disseram coisas muito importantes e muito interessantes sobre as histórias do Senhor Luís. E, claro, o autor – Senhor Luís Ene, e o editor – Senhor Paulo Querido.

E estão todos de parabéns: os senhores importantes por terem tido a oportunidade de ler aquelas palavras tão bem escritas, aquelas histórias que são um achado, tão cheias de pequenas-grandes surpresas; o Senhor Luís, por ter esse dom maravilhoso de saber usar assim as palavras; e o Senhor Paulo, por ter tido a oportunidade – e a sabedoria de a aproveitar – de editar uma obra destas.
Havia também a assistência, que era quase tudo gente dos blogs. Ninguém quis fazer perguntas nem comentários depois das "faladuras", mas ficou toda a gente ali pela livraria ("Ler Devagar", para quem ainda não sabe), vendo os livros, e conversando uns com os outros – sobre livros e não só.

O fim da noite foi num bar ali perto que parecia assim a casa duma velhota muito velhota, meia maluquinha, daquelas a quem chamam "excêntrica": é que as paredes estão todas decoradas com canecas, bonecos, tudo o que é cacareco de loiça e coisa do género. Estávamos no "Pavilhão Chinês", e para mim, que não saía assim à noite há muitos anos, foi uma animação. Ficámos ali sentadinhos à conversa, tentando não ligar à música que era uma assim músicas interessantes, mas com o acrescento daqueles tun-tun-tuns a fazer de conta que é moderno, e que transforma músicas e canções bonitas em porcarias barulhentas.

Lembro-me que falei sobretudo com a menina Cris, e com o menino Fernando (informação gentilmente fornecida pela nossa Grande Dama - um muito obrigada, minha boa amiga!) que estava com ela – desculpe não me lembrar do nome nem do blog, se me der a informação eu corrijo este bocadinho. Ele sabe muito de música, pelo que eu percebi, de modos que fiquei toda contente por saber que ele também é fã da Elis Regina. E também gosto de alguns livros de que a menina Cris também gosta, e afinal é assim que a gente faz amigos, quando encontra pessoas com gostos e opiniões parecidos com os nossos.

Foi bom reencontrar e conversar com a nossa Grande Dama – menina Catarina, que me apresentou a menina Ruiva, um bocadinho envergonhada como eu quando era mais nova, mas que me pareceu um doce de pessoa. E também com o Senhor Carlos, que gosto muito de rever, e com quem é sempre bom conversar (mesmo que seja só um bocadinho).

Resumindo, concluindo e baralhando: foi bom sair de casa, foi melhor ainda assistir à apresentação do livro, e sobretudo, rever gente boa, conhecer mais gente boa, e poder conversar com todos.
A foto-reportagem tá uma porcaria, mas vem já a seguir.
E disse.

Opinadela de vitriolica às abril 18, 2005 12:00 AM

Opinadelas

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Grande dama, qual carapuça...:) A querida Vi até me deixa corada. Pois veja lá que eu não sabia que a Cris era a Sem Pinga de Sangue e até estou envergonhadíssima agora, pois creio que já a tinha conhecido antes. O menino era o Fernando (Cidadão do Mundo).
foi muito giro e adorei revê-la, amiga. Um grande beijinho.

Opinanço de: catarina às abril 18, 2005 12:15 AM

Ex.ª Sra. D. Dra. Vi

A intermitência com que a vida nos vai cruzando proporciona-me momentos de grande admiração e, quiçá (dedicado a si), algum denodo em incrementar a sempre salutar troca de ideias (soltas que sejam!).
Ouso, não obstante, dirigir-lhe um pedido deveras informal que espero não ferir as mais profundas e firmes convicções de Vossa Senhoria: a abreviação do tratamento "Senhor Carlos"! Por favor, Senhor é bastante!

Beijinho Vi

Opinanço de: carlos a.a. às abril 18, 2005 03:38 PM

Ex.mo Senhor Carlos
Partilho a sua opinião sobre a magnífica oportunidade de troca de ideias (soltas e não só) que o encontro de dois ou mais blogueiros sempre constitui. São sempre momentos de elevado nível intelectual, que devemos denodadamente (dedicado a si) esforçar-nos por multiplicar - sempre que oportuno.
Lamentavelmente não vou poder corresponder ao seu informal (ademais razoável) pedido, o qual atenta, um tanto violentamente, contra os meus princípios de fórmulas de tratamento das pessoas com quem me vou cruzando neste mundo de blogs; todas elas me merecem a mais profunda admiração e respeito (além de uma genuína e saudável amizade), pelo que, e para ser coerente com os meus anteriormente afirmados princípios de respeito e deferência, continuarei (sem qualquer desprimor pelas pessoas visadas) a usar as devidas fórmulas de tratamento - no cumprimento das mais estritas regras das fórmulas sociais de tratamento.
Rogo-lhe, pois, que compreenda que certos princípios não podem - não devem - ser avacalhados, sob pena de contribuir para o já avassalador caos que grassa nesta área. Fique certo, no entanto, que esta nossa diferença de opiniões não beliscará, nem ao de leve, a amizade e mútua admiração que nos unem.
Beijinho Senhor (Carlos)

Opinanço de: Vi às abril 18, 2005 04:16 PM

Submisso à elevada opinião de V.ª Senhoria e em nome e sob a premência da novel atitude de não avacalhar a área, proponho uma troca, melhor, um denominador comum, um compromisso de honra, que não ouse, em qualquer circinstância ou sob constrangimento infame, beliscar essa múutua amizade e admiração: um nome só para me tratar, se Senhor perturba a sua sensibilidade, poderemos ficar por Carlos?

À sua superior consideração

Opinanço de: carlos a.a. às abril 18, 2005 07:15 PM

Temos portanto a agradecer à Grande Dama a frase riscada. Até à próxima conversa, minha querida. Beijos.

P.S. Gostei do menino...

Opinanço de: Fernando às abril 19, 2005 06:07 PM