« Os homossexuais, a IVG e o 25 de Abril – tudo no mesmo saco (mais a religião, já agora) | Vestíbulo | Importante - não esquecer »

abril 23, 2005

TVI - 1, Canal 18 - 0

Ou seja, é meia-noite e meia de sexta-feira princípio de fim de semana. Muitos meninos vão-se deitar mais tarde, e a Dona TVI programou um espectáculo de Educação Sexual.
Acho muito bem: os professores (Senhor e Senhora) estão vestidinhos com lingerie, sem esquecer o sapato de salto alto - dela e o relógio - dele. Tudo muito correcto e decente, inclusive com legendas explicativas pra quem não perceba bem a acção. Completado ainda pelas explicações de um locutor, ou apresentador.
Ainda por cima, vê-se a cara de um namorado ou marido ou companheiro da "senhora professora": ali, bem ao vivo, os sentimentos e expressões do pobre traído. No fim de tudo há discussão e agressão.

Um mimo. Um exemplo. De atitudes, de comportamentos... tou abobalhada.
Parabéns à TVI. Consegue transmitir, pouco depois da meia-noite, cenas que chocam o bom-senso e bom-gosto de muita gente. Nem sequer falo das imagens de pseudo-sexo, sem o menor interesse a não ser pra quem nunca viu, e mesmo assim não fica lá muito informado(a).

Tudo o resto é muito perto da miséria humana, péssimos exemplos de pessoas; desconfiança, sexo medíocre, traição conjugal, violência de palavras e de gestos (com lutas físicas e verbais entre o traído e o traidor).
O programa é brasileiro; isso não tira o "mérito" à TVI, de ter na sua programação uma coisa do mais rasteiro que eu já vi (eu, que tinha achado mau o Jerry Springer que a SIC transmitia aqui há tempos). Tive que ver um bloco (mais ou menos) inteiro para acreditar no que os meus olhos viam.

A TVI ganhou ao Canal 18, onde profissionais fazem um trabalho de representação para quem aprecia. Num canal dito generalista, o que é que temos? Pessoas comuns (ou apresentadas como tal), que suspeitam, montam armadilhas, traem, discutem, e têm atitudes violentas.
Será que as audiências justificam tudo?
Os órgãos de comunicação, sobretudo os comerciais, talvez não tenham a obrigação de ensinar ou educar. Mas precisam de desensinar e deseducar assim? Até dá saudades do "All you need is love", e faz sentir que o "Perdoa-me" era um programa cinco estrelas.
Não sei se é mais pobre de espírito quem inventa e participa em tamanha porcaria, quem o escolhe para a programação, ou quem o vê. (tem razão, eu vi: um bloco, uma vez - de que outra maneira podia comentar?)
E disse.

Opinadela de vitriolica às abril 23, 2005 12:28 AM

Opinadelas

Se os comentários não funcionarem e estiver mesmo com vontade de opinar, clique aqui.

Ainda não tive o desprazer de ver essa coisa de que a comadre fala, nem sequer ouvi falar que existisse, mas aguçou-me a curiosidade. Na próxima semana vou lá espreitar e depois comento.
Esta forma de estar na vida ( o vale tudo por dois tostões) é a coisa que me deixa à beira de aderir às F.P.25 ou à Al Queda.

Aquele abração do
Zecatelhado

Opinanço de: Zé do Telhado às abril 23, 2005 04:48 PM

não posso "comentar" porque ainda não vi... mas pelo que ouvi do dito... já acredito em tudo nas nossas televisões. veja-se o exemplo recente do castelinho... pachooooorrrraaaaaaaa

Opinanço de: diluida às abril 23, 2005 09:44 PM

Aqui pra nós, deve ser muito triste gostar de um programa desses. E ter que fazer o programa, só estando bem na 'lama'; mas, com tanta falta de emprego, não faltará quem se candidate :(

Opinanço de: Idalete às abril 24, 2005 01:26 AM

Não vale a pena darem-se à maçada, a não ser pela mesma razão que eu: poderem depois "cascar" à vontade naquela lixarada - basta um bocadinho dum, e a gente vê logo a "qualidade" do produto...

Opinanço de: Vi às abril 26, 2005 12:36 AM

Ó Comadre, então que é isso? Eu achei o programa o máximo. Bastante educativo, podre de chic e maduro de choque.
Senão vejamos! Eu era capaz de jurar a pés juntos que quem tem o desplante de armar uma ratoeira ao parceiro nos moldes em que no programa se processa, é um filho da mãe sem escrúpulos que mais não merece que uma bofetada bem dada nas trombas.
Afinal, é exactamente o contrário. O semi-cornudo passa por uma pessoa decente, um coitado que, no fundo, já sabia que o era, e que mais não desejava que mostrá-lo aos alarves devoradores de emoções de faca e alguidar.

Diga lá, querida Vi, se isto não é uma grande lição sobre a natureza humana.
Nunca mais perco um. Ai não, não.

Um beijo e cumprimentos ao Cocó.

Opinanço de: Fernando às abril 27, 2005 02:26 AM

não sei de que se queixam. vocês não vivem dessa merda!?se não houvesse merda o que é que faziam?

Opinanço de: cândida às maio 5, 2005 11:14 PM

Ó sôdona Cândida, deve estar a confundir os blogs (penso que é deles que fala ao ecrever "vocês") com o 24 horas e os noticiários da TVI!...
A maior parte das pessoas que escrevem nos blogs referem-se às situações com que não concordam, ou acham erradas, ou injustas. Ninguém por aqui, que eu saiba, vive de merda nenhuma, para usar a sua expressão. Somos cidadãos livres, com direito a ter e a escrever as nossas opiniões - sobre qualquer assunto. Muitos de nós dizem bem muitas vezes, sobre muitos assuntos.
Se pensa que ofende ou insulta alguém com a sua provocaçãozinha, bem pode tirar o cavalinho da chuva: cada um de nós - milhares em Português, milhões no mundo inteiro - continuará a falar bem ou mal do que entender, e a senhora não vai poder fazer nada. Se quiser ler lê, se quiser mandar bitaites manda, que a gente não se torce nem se amolga.

Quer uma sugestãozinha? Arranje o seu próprio blog, e lá vai poder ecrever à vontade - bem ou mal - sobre o que os outros blogueiros escrevem. Mas pode continuar a passar por aqui e deixar o seu bitaitezinho! O Cocó e eu somos pela democracia, e aceitamos todas as opiniões e críticas.

A sôdona Cândida anda é a ler pouco (ou mal!...) os blogues (ou então escolhe mal os blogues que visita...), que a maior parte é gente séria que escreve bem sobre muita coisa diferente.
Cumprimentos, e volte sempre :)

Opinanço de: Vi às maio 5, 2005 11:36 PM