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maio 26, 2005
Mais um brinde poético feito à mão
O meu bom amigo Senhor Manuel Gonçalves - a quem eu chamo "passarinho" por causa do nome do blog - fez-me em tempos a fineza de me oferecer uma linda fotografia - em papel como deve ser, enviada pelo correio, tudo nos conformes.
Agora, mandou-me por imeile mais uma bela obra. E uma mulher fica toda encafifada, sem saber como há-de retribuir tanta gentileza, como pode corresponder a tanta beleza.
Já que não sou mulher de grandes predicados (nem sequer de sujeitos ou complementos), aqui deixo o meu agradecimento em forma de brinde poético.
Esta é também uma forma de pôr em prática uma ideia que surgiu de uma conversa em Beja, entre mim, a Menina Jacky e o Senhor Luís. O Senhor Luís tinha falado em tichârtes com mini-contos, e eu cá lembrei-me que também era giro se houvesse umas pregadeiras de usar ao peito (como uma que eu lhe ofereci em tempos), assim com um daqueles mini-mini-contos. Os dois fizeram o favor de achar graça à ideia, e assim nasceu o primeiro Brinde Poético e Artesanal Feito à Mão. Não tem um mini-conto, mas uma espécie de poizia que eu fiz com a ajuda inspirativa do meu muso Cocó.
A beleza das fotos do meu amigo Senhor Manuel, sobretudo desta última que recebi, inspirou-nos um pequeno otenoS - que é a mesma coisa que um soneto mas ao contrário, porque tem primeiro as quadras de três versos e depois é que vêm as quadras de quatro versos.
(é claro que isto é poizia são assim uns versinhos de pé quebrado feitos por gente que não entende nada de poesia a sério nem de literaturas e essas coisas intelectuais.)
A Poesia é outra coisa, mas os sentimentos, esses estão lá na mesma, nos meus versinhos de pé quebrado. Um grande obrigada, e uma bela ciber-amizade que vai crescendo entre vizinhos de blogosfera.
Fiquem então com mais um brinde poético.
E disse.

Na cesta Brindes à mão
Posted by vitriolica at 12:00 AM | Comments (3)
maio 25, 2005
Atão aqui vai o relatório
A coisa começou mal, oh se começou! Pois uma bela duma insónia, uma noute mal dormida, e acordei uma hora mais tarde do que tinha combinado cá comigo. Mal tive tempo de me enfiar dentro dumas calças de ganga, meter uma bica no bucho pra não adormecer ao volante, e ala que se faz tarde (e fazia mesmo!)
Valeu-me ter metido gasolina na véspera, e o Arnaldo com seus cuidados, que tinha passado vestoria ao veículo logo de manhãzinha enquanto eu recuperava das horas roubadas ao sono.
Primeiro contratempo, a porcaria do rádio; ele não tem andado lá grande coisa, tem pra lá um fio que anda cua crise orçamental e volta e meia vai-se abaixo das canetas – parece mesmo um país que eu cá sei... Eu bem abria a porta, batia cua porta, qual nada! Assim que passei a primeira portagem, pimba! perdeu o pio de vez. Ainda parei na primeira bomba, abri e fechei a porta como se fosse um portão de quinta, e nicles! E nem Cocó com quem conversar...
Como estava meia atrasada, olha, foi quase prego a fundo, auto-estrada fora, só eu e o silêncio, e um único botão pra conversar – o das tais calças de ganga. Acreditem que foi uma viagem muito desinteressante, e mesmo um bocadinho perigosa. Eu até gosto de acelerar um bocadinho, mas geralmente fico-me pelos cento e quarenta; desta vez, por causa do atraso, tive que ver o ponteiro chegar aos 150, e não gostei nada. Chamem-me maricas se quiserem, mas sentia-me bué desconfortável e insegura, assim como quem sabe que tá a dar um passo maior que a perna.
Mal tive tempo pra apreciar a paisagem, o que foi mau - porque ver a planície alentejana num lindo dia de sol e céu azul, quilómetros a perder de vista de paisagem bonita, triliões de papoilas a gritar "é primavera", isto tudo ali de bandeja e uma mulher a só poder deitar um cantinho de olho... é tortura, é maldade! Mas a culpa do atraso era só minha, e tinha que recuperar o tempo.
Prà próxima, tomo mas é uns "sossega leão", deito-me às nove da noite e saio de madrugada pra poder ir devagar, parar, tirar umas plingrafiazinhas... assim tipo turista, de óculos escuros e tudo.
Consegui! Cheguei mesmo ao bater da uma, parei exactamente na mesma garagem do ano passado pra perguntar o resto do caminho, e com as indicações precisas dos senhores simpáticos (que também deviam ser os mesmos) fui direitinha ao local do encontro.
Tive a sorte de arranjar um lugar à maneira, e como boa despistada que sou nem vi um grande ajuntamento no jardim e fui direitinha ao restaurante – vazio, claro! De maneiras que lá saí, e voltei ao jardim onde fui muitíssimo bem acolhida pelos nossos anfitriões. Tive a alegria de rever caras conhecidas: a Menina Jacky, o Senhor Carlos, o Senhor Fernando, a Menina Pandora, o Senhor João, a Menina Cris...
Vá lá, que este primeiro episódio da história, que começou tão mal, acabou bem: cheguei a horas, inteira, e com um monte de gente alegre, simpática, reunido pra uma comilança que só podia ser boa: no Alentejo e com tais organizadores, outra coisa não era de esperar.
O segundo episódio... logo se vê!
E disse.
P.S. - é muito deselegante pôr aí uma enfiada de nomes sem os respectivos linques; eu sei, não precisam bater! Mas hoje tou com sono, cansada, sem paciência pra andar a catar linques p'pla internet afora, e copia, e cola, e o diabo a sete. Amanhã trato do resto. Com licença, vou ali hibernar já volto.
Na cesta Vi-zinhançasPosted by vitriolica at 12:00 AM | Comments (3)
maio 24, 2005
É só pra dizer....
...que a minha mánica de receber tréquebéques tá avariada.
Na cesta Vi-zinhaPosted by vitriolica at 12:52 AM | Comments (4)
Brinde poético feito à mão
Porque o prometido é devido, aqui fica a estreia mundial deste objecto artesanal.
Mais fazemos saber que ele é oferecido em rigoroso exclusivo à menina Jacky e ao Senhor Luís, os inspiradores desta moderna e única peça de artesanato toda feita à mão, com poema original de fino recorte literário-poético, e um galo único no mundo.

Estão, no entanto, todos os visitantes autorizados a regalar os olhos e o espírito com esta obra de arte três-em-um ou, mais modernamente chamado, multimédia. Podem apreciar a elegâmcia da ave, deliciar-se com a beleza do poema, e finalmente imprimir, recortar e usar ao peito como forma de divulgar e partilhar esta beleza de hortaliça.
Estarão assim a pôr em prática o eslogan acabadinho de criar: "Seja você próprio uma galeria de arte ambulante".
E disse. Na cesta Brindes à mão
Posted by vitriolica at 12:00 AM | Comments (5)
maio 23, 2005
A ver se amanhã...
Cumpro outra promessa e conto à mana Idalete como é que foi em Beja.
Desculpa lá, mana, mas tou muito desconcentrada por mor do orçamento cá de casa. Pedi ao Arnaldo que me comprasse umas caixas de aspirinas e xarope prà tosse, e ele gastou o dinheiro e não me sabe dizer em quê.
Anda-me sempre a dizer que tenho que passar a ir à praça a pé (pois! não é ele que vem ajoujado com a cesta e mais os sacos), que ele precisa do carro pra ir levar uma carta ao correio. E que eu gasto muita gasolina, e o orçamento não chega pra tudo.
Isto dava uma grande história, mas eu tou por aqui com orçamentos, e acho que um destes dias dou em eremita que assim já não tinha que me preocupar com essas tretas.
E disse.
Posted by vitriolica at 11:59 PM | Comments (1)
Sobre governos, e orçamentos e défices III
A fúria é tão grande, que não tenho mais palavras.
Faço minhas palavras de outra pessoa, (vénia à pessoa) sobre outro assunto, porque há coisas que uma senhora como eu não diz nem escreve; mas tem todo o direito de pensar, oh se tem!
E disse.
Posted by vitriolica at 11:45 PM | Comments (0)
Sobre governos, e orçamentos e défices II
O povo português tem vocação pra rolha: serve mesmo é pra tapar buracos.
E disse.
Posted by vitriolica at 11:15 PM | Comments (0)
Sobre governos, e orçamentos e défices I
Tão bom és tu, como és tu, vê lá tu.
E disse.
Posted by vitriolica at 10:41 PM | Comments (0)
Ih, caramba, só faltam dois!
... minutos prà meia-noite, e inda não escrevi nada hoije!...
Atão aqui vai:
- Viagem - de ida-e-volta: boa;
- comeres - precisa dizer? Tou a falar do Alentejo, people!
- companhia - 5 *****
E disse.
Na cesta Vi-zinhanças
Posted by vitriolica at 12:00 AM | Comments (2)
maio 21, 2005
... e voltou
E disse.
Na cesta Vi-zinhançasPosted by vitriolica at 09:29 PM | Comments (4)
Por motivos de força maior
Hoje o Arnaldo e a Cèlinha vão ter que se amanhar sem mim, e tratar do rancho sozinhos.
Quem me quiser encontrar, é ali:

mai-nada!
E disse. Na cesta Vi-zinhanças
Posted by vitriolica at 03:32 AM | Comments (0)
Só uma perguntinha...
Que eu não entendo nada de economia nem de finanças nem dessas coisas.
Quando os Senhores Doutores Economistas dizem "Ah, pois é, isto tá mal e coisa e tal... mas é fácil resolver: aumenta-se a gasolina, mais o tabaco, sobe-se o IRS, e tungas - já tá!"...
Eu gostava de tar lá do outro lado do microfone, e fazer-lhes uma perguntinha: ".. atão e o Senhor Doutor, pode mostrar a sua declaração de IRS?"
E já agora, ajude aqui a esclarecer esta pobre doméstica ignorante: "Assim em forma de supônhamos, se eu e mais uns milhares de tesos como eu tivermos um aumentozinho no IRS e pagarmos mais umas dúzias de contos cada um, isso dá mais tacho às finanças do Estado do que se as Grão Parás e os clubes de futebol pagarem tudo o que devem ao Estado?"
"E a(s) empresazinha(s) onde o senhor trabalha tamém têm os impostos em dia? E não têm assim daquelas coisas de pagamentos sem factura pra fugir ao IRS e ao IRC % Companhia?"
E no fim disto tudo, a moralzinha não devia começar em casa destes senhores e mais dos senhores políticos, e mais no estado-caloteiro-que-temos que cobra a todos e não paga a (quase) ninguém?
Estas perguntas, a gente nunca vê feitas nas TêVês, nas Rádios, nos Jornais... porque será? Tamém acredito que, se fossem feitas, o Senhor Doutor Político ou Economista de Serviço havia de arranjar maneira de começar a falar de outra coisa qualquer – muito utgente e importante, claro está! – e a gente continuava com a curiosidade por satisfazer.
Por hoje chega, porque como não percebo nada disto, quando o meu cérebro começa a magicar nestes mistérios acaba sempre em dor de cabeça. E amanhã preciso de acordar coa cabeça fresca, que tenho um compromisso importante e vou almoçar a Beja.
E disse.
Posted by vitriolica at 12:00 AM | Comments (1)
maio 20, 2005
Apetece-me criar o Sítio do Talvez, ou do Antes Pelo Contrário
Parece que a blogosfera tá em ponto de rebuçado, ou melhor, quase a ferver. Inda bem que isto é só blogues, sempre é mais elegante do que as pessoas pegarem-se por aí à pancadaria "porque sim" ou "porque não" – o que era engraçado de se ver, mas também uma coisa muito feia.
É claro que estou a falar do "Sítio do Sim" e do "Sítio do Não" – que é como quem diz, isto parece o Benfica-Sporting do Referendo à Constituição Europeia. De repente, não mais que de repente, pois isto do governo rosa não dá assim muito pra cascar e coisa e tal, o Sporting foi o que se viu, e de um dia para o outro a gente descobre que tem um referendo pela proa. Toca lá a pegar nesta, que temos assunto pra uns meses. (Isto hoje é uma misturada das minhas ideias com as do Cocó, por isso não estranhem se fizer – ainda – menos sentido que o costume.)
Não é bem assim, com todo o respeito pelos criadores dos blogues do"sim" e do "não". Acho muito bem que cada um defenda a sua dama, que é como quem diz, a sua maneira de pensar. Democracia é isso mesmo, e também escusava de ter escrito isto que é uma coisa que já toda a gente sabe; ... mesmo assim, é bom lembrar de vez em quando...
Agora vamos a factos:
O que é essa tal dessa Constituição Europeia? Do que é que trata? Onde é que eu posso ler isso numa língua que eu, humilde doméstica de poucas letras (mas muitas palavras, eu sei – mea culpa, mea culpa!), de poucas letras, dizia, possa então ler E COMPREENDER essa tal Constituição?
É que essa é a única maneira de eu poder decidir e votar em consciência, porque não sou cá mulher de votar só por votar; quero lá ir, sabendo que vou votar "sim" porque concordo com a maior parte do que diz a Constituição, ou votar "não" porque não concordo. Por agora só tenho uma certeza: quero ir votar. Ponto.
Além da certeza tenho montanhas de dúvidas, a começar por esta:
- onde é que eu posso ler a Constituição Europeia?
- se a ler, vou perceber (pelo menos uma parte d)o que lá está escrito?
- há por aí algum(uns) senhor(es), desses muito inteligentes e cultos e sabedores, que também seja amigo do povo e tenha vontade de pôr, pelo menos as partes principais e/ou mais importantes numa linguagem assim que o povão como eu entenda?
Do que eu preciso é de informação, e não de opinião, que disso tenho cá muito – sem falar no Arnaldo, que esse gosta de opinar (adoro a palavra "opinar", acho-a podre de chique!) sobre o que conhece, e até sobre o que não conhece.
Opinem, sim senhores, que é um direito que todos temos (obrigada outra vez, 25 d'Abril
), mas não se esqueçam de nós, povo candidato a votante.
Sobretudo os senhores políticos, deputados e outros que tais, que são eleitos para defender e servir todos os portugueses — quer tenham votado quer não — não se esqueçam de que têm um mandato para servir o País. Neste caso, isso significa servir o povo, ou mais assim em concreto, servir ao povo informação e esclarecimento.
Quanto à decisão, deixem-na com cada um de nós, que todos somos maiores e vacinados.
Não nos digam como votar, expliquem-nos aquilo sobre que temos que votar.
E disse.
Posted by vitriolica at 12:00 AM | Comments (6)
maio 13, 2005
Tenha medo...
... tenha muuuuito medo!

Hoje é Sexta-Feira 13.
E disse.
Na cesta Vi-zinha
Posted by vitriolica at 12:01 AM | Comments (7)
maio 07, 2005
1, 2, 3, testando...
Isto é um teste, isto é um teste, isto é um teste, isto é um teste, isto é um teste, isto é um teste, isto é um teste, isto é um teste, isto é um teste.
Eu avisei: isto é mesmo só um teste.
Mas aproveito pra dizer duas coisas: fui-me ao dicionário e aprendi um monte de palavras novas: servilismo - que me obrigou a aprender também servil, e daí até ignóbil, indigno, bajulador, subserviente, foi um passo.
Isto, sem falar em totalitários, encómios, putativos - que parece palavrão mas não é -, alavancou, genuflexão e feudal; só o pretextualizado é que fiquei a ignorar na mesma porque não está no dicionário.
A segunda coisa é que acabei por não perceber lá muito, a não ser que há os blogs tipo "Caras" que são assim meia dúzia de personalidades conhecidas e depois a comunicação social, volta e meia, pega neles - sobretudo se não caiu nenhuma ponte, nem a Selecção anda a ganhar coisa que se veja, e se o Caso Casa Pia anda com poucas novidades assim "flashantes". Como se esses senhores fossem uma espécie de Papas da Blogosfera, e toca tudo quanto é blogueiro a dar os parabéns ao Vizinho Pacheco só porque ele é um Notável.
Com todo o respeito que eu tenho pelo Doutor Pacheco Pereira, não leio o blog dele. Porque sou uma mulher muito atarefada e não me sobra tempo pra escrever no meu blog, quanto mais pra ler outros; e quando posso dar uma saltadinha como leitora, gosto de ir ler os blogs aqui da lista ao lado, e mais uns que ando pra acrescentar há uma data de tempo mas falta-me o tempo e a falta de preguiça.
De maneiras que vou ter que concordar com o meu distinto e estimado senhorio, que uma coisa é dar os parabéns à dona Aliete ali do 2º esquerdo que fez anos anteontem, com quem me dou há uns anos e até trocamos receitas, e outra é ir dar os parabéns à mulher do Senhor Engenheiro do mesmo prédio 7º esquerdo, que eu só conheço de vista e é muito simpática, que dá sempre a boa tarde quando nos encontramos no café ou no talho; mas a verdade é que não tenho intimidade nem lidação com a senhora, e só sei que tem dois meninos e o marido é vice-administrador de uma empresa assim um bocado importante.
E acho que era uma parvoíce eu ir a correr dar-lhe os parabéns só porque ouvi a empregada dela comentar na padaria que iam ter visitas importantes ao jantar para festejarem os anos da senhora. Eu cá, que não sou tola nenhuma, não ia armar-me em parva e pôr-me em bicos de pés "Oh, Sôdona Maria Madalena, beijinho, beijinho, que hoje faz aninhos!". A senhora ia pensar que eu era parva ou que me tava a pôr em bicos de pés pra chegar a algum lado, que não é nada cá do meu feitio.
Mas pronto, isto é mesmo assim e cada um é como cada qual, e também o Doutor Pacheco não faz lá grande proeza que há blogs aí mais antigos, mas como os donos não são gente "da sociedade", não saem nas colunas. (ou então fazem anos nalgum dia em que os noticiários tão cheios de assuntos interessantes, e já não cabem.)
E tá dito!
Posted by vitriolica at 01:08 AM | Comments (3)