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maio 25, 2005
Atão aqui vai o relatório
A coisa começou mal, oh se começou! Pois uma bela duma insónia, uma noute mal dormida, e acordei uma hora mais tarde do que tinha combinado cá comigo. Mal tive tempo de me enfiar dentro dumas calças de ganga, meter uma bica no bucho pra não adormecer ao volante, e ala que se faz tarde (e fazia mesmo!)
Valeu-me ter metido gasolina na véspera, e o Arnaldo com seus cuidados, que tinha passado vestoria ao veículo logo de manhãzinha enquanto eu recuperava das horas roubadas ao sono.
Primeiro contratempo, a porcaria do rádio; ele não tem andado lá grande coisa, tem pra lá um fio que anda cua crise orçamental e volta e meia vai-se abaixo das canetas – parece mesmo um país que eu cá sei... Eu bem abria a porta, batia cua porta, qual nada! Assim que passei a primeira portagem, pimba! perdeu o pio de vez. Ainda parei na primeira bomba, abri e fechei a porta como se fosse um portão de quinta, e nicles! E nem Cocó com quem conversar...
Como estava meia atrasada, olha, foi quase prego a fundo, auto-estrada fora, só eu e o silêncio, e um único botão pra conversar – o das tais calças de ganga. Acreditem que foi uma viagem muito desinteressante, e mesmo um bocadinho perigosa. Eu até gosto de acelerar um bocadinho, mas geralmente fico-me pelos cento e quarenta; desta vez, por causa do atraso, tive que ver o ponteiro chegar aos 150, e não gostei nada. Chamem-me maricas se quiserem, mas sentia-me bué desconfortável e insegura, assim como quem sabe que tá a dar um passo maior que a perna.
Mal tive tempo pra apreciar a paisagem, o que foi mau - porque ver a planície alentejana num lindo dia de sol e céu azul, quilómetros a perder de vista de paisagem bonita, triliões de papoilas a gritar "é primavera", isto tudo ali de bandeja e uma mulher a só poder deitar um cantinho de olho... é tortura, é maldade! Mas a culpa do atraso era só minha, e tinha que recuperar o tempo.
Prà próxima, tomo mas é uns "sossega leão", deito-me às nove da noite e saio de madrugada pra poder ir devagar, parar, tirar umas plingrafiazinhas... assim tipo turista, de óculos escuros e tudo.
Consegui! Cheguei mesmo ao bater da uma, parei exactamente na mesma garagem do ano passado pra perguntar o resto do caminho, e com as indicações precisas dos senhores simpáticos (que também deviam ser os mesmos) fui direitinha ao local do encontro.
Tive a sorte de arranjar um lugar à maneira, e como boa despistada que sou nem vi um grande ajuntamento no jardim e fui direitinha ao restaurante – vazio, claro! De maneiras que lá saí, e voltei ao jardim onde fui muitíssimo bem acolhida pelos nossos anfitriões. Tive a alegria de rever caras conhecidas: a Menina Jacky, o Senhor Carlos, o Senhor Fernando, a Menina Pandora, o Senhor João, a Menina Cris...
Vá lá, que este primeiro episódio da história, que começou tão mal, acabou bem: cheguei a horas, inteira, e com um monte de gente alegre, simpática, reunido pra uma comilança que só podia ser boa: no Alentejo e com tais organizadores, outra coisa não era de esperar.
O segundo episódio... logo se vê!
E disse.
P.S. - é muito deselegante pôr aí uma enfiada de nomes sem os respectivos linques; eu sei, não precisam bater! Mas hoje tou com sono, cansada, sem paciência pra andar a catar linques p'pla internet afora, e copia, e cola, e o diabo a sete. Amanhã trato do resto. Com licença, vou ali hibernar já volto.
Opinadela de vitriolica às maio 25, 2005 12:00 AM
Opinadelas
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ó Senhora Dona Vi, num se preocupe, eu também num pus os links :)
Opinanço de: jacky às maio 25, 2005 12:20 AM
Ó Dona Vi, então o género feminino é menina praqui, menina prali, e o masculino é senhor assim, senhor assado? Mas que sexista.
Eu exijo ser tratado por QUALQUER outro epíteto, que não senhor. Já diz e bem o pároco aqui da freguesia que o senhor está no céu.
Opinanço de: Fernando às maio 25, 2005 04:08 AM
Não precisa Vossa Senhoria destas coisas de "links" - o elo que me obriga diante de Vossa distinção é para mim o bastante.
Opinanço de: carlos a.a. às maio 25, 2005 06:25 PM