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maio 21, 2006
Luto Nacional - 22 e 23 de Maio
Recebi por imeil, e já aderi.
O imeil traz um anexo que é um bocado longo, mas resumindo dá nisto: a dignidade dos políticos foi-se, as reformas chorudas são às resmas, o respeitinho aqui pelo cidadão comum-pagante-contribuinte-eleitor foi-se, faleceu-se de todo...
E não há muito que o cidadão possa fazer... que aliás, o cidadão só sabe lamentar-se, dizer mal, e empanturrar-se de bola, morangos com arsénico (digo chantili), bandeiras de gajas boas e outros assuntos igualmente dignos e relevantes, quiçá prioritários.
Faxavor de arranjarem um caderninho - de preferência de capa cor de alma de político (preta, pra quem não 'tiver a ver bem a coisa), e anotarem lá todos os dias cada roubo nas regalias e direitos, cada não-aumento de salário, cada fecho de serviço público (com respectivo desaparecimento de postos de trabalho), cada facada nas áreas protegidas pra empreendimentos de utilidade pública - leia-se "condomínio privado pra gente que ganha dez vezes o que ganha o cidadão comum e paga de impostos menos de metade"... Querem mais? leiam nos jornais...
E depois, uma semana antes do próximo acto eleitoral, peguem no dito caderninho e estudem-no até o saberem de cor; talvez os ajude a decidir quando forem pôr a cruzinha no papelinho, talvez os obrigue a tirar o real traseiro do sofá e irem até à assembleia do voto.
Porque já lá dizia o outro que o voto é a arma do povo.
Desta vez, a arma é só uma pequena fisga, mas vamos acertar-lhes em cheio no olho:
Dias 22 e 23, vamos TODOS vestir uma blusa, ti-chârte, camisa, top... pretos, em sinal de luto pela morte da dignidade dos políticos, e também do lento assassínio da nossa dignidade de cidadãos-objecto, que não passamos de carne pra impostos nas mãos dos nossos governantes.
Reza o imeil que recebi: use a blusa preta, ou um lenço preto ao pescoço (ou no braço), pendure um pano preto na janela - e porque não no carro? (pergunto eu) -, em sinal de luto pela apagada e vil tristeza em que todos os dias nos vão afundando um pouco mais...
Eu, já 'tou de luto.
E disse.
Na cesta
Portugal ovitisoP
E não há muito que o cidadão possa fazer... que aliás, o cidadão só sabe lamentar-se, dizer mal, e empanturrar-se de bola, morangos com arsénico (digo chantili), bandeiras de gajas boas e outros assuntos igualmente dignos e relevantes, quiçá prioritários.
Faxavor de arranjarem um caderninho - de preferência de capa cor de alma de político (preta, pra quem não 'tiver a ver bem a coisa), e anotarem lá todos os dias cada roubo nas regalias e direitos, cada não-aumento de salário, cada fecho de serviço público (com respectivo desaparecimento de postos de trabalho), cada facada nas áreas protegidas pra empreendimentos de utilidade pública - leia-se "condomínio privado pra gente que ganha dez vezes o que ganha o cidadão comum e paga de impostos menos de metade"... Querem mais? leiam nos jornais...
E depois, uma semana antes do próximo acto eleitoral, peguem no dito caderninho e estudem-no até o saberem de cor; talvez os ajude a decidir quando forem pôr a cruzinha no papelinho, talvez os obrigue a tirar o real traseiro do sofá e irem até à assembleia do voto.
Porque já lá dizia o outro que o voto é a arma do povo.
Desta vez, a arma é só uma pequena fisga, mas vamos acertar-lhes em cheio no olho:
Dias 22 e 23, vamos TODOS vestir uma blusa, ti-chârte, camisa, top... pretos, em sinal de luto pela morte da dignidade dos políticos, e também do lento assassínio da nossa dignidade de cidadãos-objecto, que não passamos de carne pra impostos nas mãos dos nossos governantes.
Reza o imeil que recebi: use a blusa preta, ou um lenço preto ao pescoço (ou no braço), pendure um pano preto na janela - e porque não no carro? (pergunto eu) -, em sinal de luto pela apagada e vil tristeza em que todos os dias nos vão afundando um pouco mais...
Eu, já 'tou de luto.
E disse.
Posted by vitriolica at 06:13 PM | Comments (6)
Pouca-vergonha quanta baste
Esta do Senhor Procurador Solto Moura, de pôr as culpas nos jornalistas e mais na PT (que é muito boa rapariga não desfazendo no que nos cobra...), é um bocado como aquela história do rei que matava o mensageiro que lhe levava as más notícias...
Tamém aqui a culpa é do mensageiro, não é de quem deixou escapar a mensagem, mas de quem a escarrapachou no jornal!!!
Sempre gostava de compreender este "salto de raciocínio" do Senhor Procurador...
Primeiros - a PT tem lá a continha do Estado (já nem pergunto porque é que os impostos do meu Arnaldo têm que pagar ainda hoje as contas de telefones e telemóveis de uma data de senhores que foram governantes há uma data de anos e que têm umas chorudas reformas, e provavelmente uns belos tacho de complemento de reforma;
Segundos - a PT dá a dita listinha aos Senhores Investigadores da Procuradoria (ou coisa parecida, que não tou bem recordada dos pormenóis);
....
Terceiros - a lista chega às mãos de uns Senhores Jornalistas; o papel dos jornalistas é publicar notícias, e logo uma coisa destas... toca prà frente!!!
...
E ali entre o Segundos e o Terceiros não falta nada? Não há ali um acontecimentozinho que dá pelo gentil nome de fuga de informação?
A não ser que se trate de um Waterguêite à Portuguesa, e que os Senhores Jornalistas tenham assaltado a PT ou a Procuradoria pra gamar a tal listinha e a gente não saiba.... mas isso não deve ter acontecido, porque senão tavam mas era na prisa...
Portanto, haja praí alguém de direito que pergunte lá ao Senhor Procurador quando é que vai procurar (não é por isso que é Procurador - pra procurar?) quem deixou fugir a tal informação que os jornalistas são acusados de ter conseguido.
A menos que tenha sido algum passarinho, algum degenerado primo do meu bem-amado muso Cocó, que tenha levado a informação no bico.
Ou isso, ou esta história toda traz muita água no bico...
E disse.
Na cesta
Portugal ovitisoP
Esta do Senhor Procurador Solto Moura, de pôr as culpas nos jornalistas e mais na PT (que é muito boa rapariga não desfazendo no que nos cobra...), é um bocado como aquela história do rei que matava o mensageiro que lhe levava as más notícias...
Tamém aqui a culpa é do mensageiro, não é de quem deixou escapar a mensagem, mas de quem a escarrapachou no jornal!!!
Sempre gostava de compreender este "salto de raciocínio" do Senhor Procurador...
Primeiros - a PT tem lá a continha do Estado (já nem pergunto porque é que os impostos do meu Arnaldo têm que pagar ainda hoje as contas de telefones e telemóveis de uma data de senhores que foram governantes há uma data de anos e que têm umas chorudas reformas, e provavelmente uns belos tacho de complemento de reforma;
Segundos - a PT dá a dita listinha aos Senhores Investigadores da Procuradoria (ou coisa parecida, que não tou bem recordada dos pormenóis);
....
Terceiros - a lista chega às mãos de uns Senhores Jornalistas; o papel dos jornalistas é publicar notícias, e logo uma coisa destas... toca prà frente!!!
...
E ali entre o Segundos e o Terceiros não falta nada? Não há ali um acontecimentozinho que dá pelo gentil nome de fuga de informação?
A não ser que se trate de um Waterguêite à Portuguesa, e que os Senhores Jornalistas tenham assaltado a PT ou a Procuradoria pra gamar a tal listinha e a gente não saiba.... mas isso não deve ter acontecido, porque senão tavam mas era na prisa...
Portanto, haja praí alguém de direito que pergunte lá ao Senhor Procurador quando é que vai procurar (não é por isso que é Procurador - pra procurar?) quem deixou fugir a tal informação que os jornalistas são acusados de ter conseguido.
A menos que tenha sido algum passarinho, algum degenerado primo do meu bem-amado muso Cocó, que tenha levado a informação no bico.
Ou isso, ou esta história toda traz muita água no bico...
E disse.
Posted by vitriolica at 12:00 AM | Comments (1)
maio 13, 2006
Mais parabéns a rimar - que é para festejar
Querida Idallete, faxavor desejar da minha parte, ao teu Laurentino, muitos parabéns. Eu sei que ele não é muito leitor de blogs nem apreciador deste tipo de poizia. Não faz mal: os parabéns são praele, a poizia é prati e mais prà Mariza Marlene.
Faz mais uma primavera
neste lindo mês de Maio
já não é um rapaz novo,
já não é nenhum catraio.
Meu cunhado Laurentino
antigo e mui estimado
em dia de aniversário
o meu abraço apertado.
Pudera eu of'recer-lhe
O que tenho na vontade:
Saúde - só quanta baste...
e muita felicidade.
Já tem o melhor presente
O Destino é que lho deu
Uma mulher excelente
Parece feita no céu.
Da menina nem se fala:
Essa querida Mariza...
de moçoilas como ela
é que este mundo precisa..
Dito isto, hoje há brinde
com champanha, bolo e tudo!
Que a sua vida lhe seja
macia como veludo.
Cá em casa, tudo à uma
canta em coro "Parabéns"
Ao cunhado e tio amigo
Querido como ninguém.
E muitos anos de vida
desejo com amizade
Um beijinho e um abraço
dados com muita vontade
Sua cunhada e amiga
Vi-zinha, prà eternidade.
Posted by vitriolica at 12:00 AM | Comments (3)
maio 06, 2006
Poizia em famila
Que família de poetas
Que eu tenho
- e não sabia!...
rima a mana, e a sobrinha
segue o exemplo da tia...
Nunca tal houvera visto:
Dinastia de poetas
- eu sei, não é poesia,
não passam de umas rimetas!
Mas têm que concordar:
Coisa rara e pouco vista
duas manas e sobrinha
pegando assim nas palavras,
fazer sentido a rimar.
Quem sabe um dia, famosas
por esta tal qualidade
de rimar umas co'as outras
brincando com amizade.
Pois se anda praí menina
que escreve, imprime e repete
a mesma banalidade...
vezes a fio e sem conta;
e que por muitos é lida
(quem sabe, até, admirada)
e, tal como a rã da história
se está quase crendo boi
- no tamanho e no poder
(da palavra, já se vê...)
Nós, humildes cidadãs
e anónimas por gosto
temos assim descoberto
esta nossa habilidade:
rimar, mesmo se a brincar...
Eu fiz minha poizia
como forma de homenagem
à sobrinha e qu'rida amiga.
Logo vêm, na peugada,
assim bem duma assentada
dois comentários em verso.
Blog assim, com muita rima
só lá no Zeca da Nau
esse sim, muito inspirado
verdadeiro timoneiro
e autêntico herdeiro
dum tal Vicente, o Gil
que deixou galhofas mil
em belos versos - poeta.
Ou então na Dona Ana,
que afinal também é mana.
E, se não faz poesia
sabe escolhê-la com gosto,
ou então belas pinturas
obras de arte verdadeiras
de Setembro até Agosto.
Fica então o sentido
Desta coisa singular:
Fiz minha rima modesta
Prà sobrinha alegrar...
Logo a mana e a sobrinha
Vieram cá comentar
Tudo rimou, minha gente
"Poetisas" a brincar
Não lhes conhecia a arte
Só podia embasbacar...
Vida lá fora é madrasta
Nem a quero comentar
Só às vezes me apetece
Coisas boas celebrar,
Co'as engraçadas brincar.
Por isso cá venho pouco,
Pois o Cocó não ajuda
Não me diz senão tolice
Posto isto, vou-me
E disse.
Posted by vitriolica at 12:00 AM | Comments (4)
maio 01, 2006
Parabéns, Cristalina
Ai minha rica menina
Minha c'rida Cristalina
Pois mais um aniversário
Venha de lá um beijinho.
A vida não tá pra festas
Diz a Amiga com razão
Também acho, cá na minha
Também sou de opinião.
Qu'isto não anda pra graças,
O mar não tá de feição;
A gente só vê desgraças
Há muita pedra no chão...
Pedras de contrariedade,
Tempos ruins, vida dura
Mas que não tiram a 'sprança
De acreditar no futuro.
No meio das pedras há
Um pouco de terra mansa
Flor's à borda do caminho
E uns olhos de criança.
E as flores da Primavera,
E os olhos da menina
Fazem a vida mais bela
Fazem crer que há outra Vida.
A gente crê nas estrelas
Que brilham na noite 'scura
Buscamos cada minuto
O que há nele de ventura.
Mesmo na noite mais triste
- já lá dizia o Poeta -
a gente sempre resiste
A gente sempre se nega...
A cruzar braços, ficar
À espera que a sorte vire
Vai à luta, afasta as pedras
Rega as flores, a sorrir.
As flores vão dar sementes
Novas flores vão brotar
Muitas botas de homens maus
Não as conseguem calcar.
Vêm nuvens, cobrem 'strelas,
Qu'importa, dizemos nós
Não as vemos, é verdade
Elas, não nos deixam sós.
O mundo pula e avança
E lá volta a tal 'strelinha
Que a esperança nunca morre
É como a erva daninha.
Já vai longa a poesia
Torta, tonta, mal-traçada
Quadrinhas de pé quebrado
Prà sobrinha bem-amada.
Nestas singelas letrinhas
Fica toda a amizade
Desta tia - tonta e tola
Metida à int'lectualidade.
Deixe lá, não 'tou sozinha
Que neste mundo moderno
Tudo arma ao pingarelho
E qualquer papel que escreva
Se convence no momento
Que é um documento eterno.
Tudo isto afinal
Estas mal traçadas letras
Só pra dizer minha amiga,
Do fundo do coração
Com muita, muita amizade
E um grande xi-coração.
Sai o Cocó do torpor,
As meias por passajar...
Pra lhe dar, com muito amor
Os sinceros parabéns
E desejar, com fervor:
Longa vida, muitos anos
Brandos, mansos, com saúde.
Ergo a taça, brindo à nossa!
Natalino, Libelinha,
Todos três num só abraço.
A vossa tia Vi-zinha.
Posted by vitriolica at 01:16 PM | Comments (6)