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setembro 20, 2006
Discussão sobre o "provérbio do dia"
Entre mim e o Cocó, claro!
Qual de nós é o/a maluco/a, e qual o/a maluco/a e meio/a?
Uma coisa é certa: não vai ser nenhum árbitro português a arbitrar esta acesa discussão. Que a gente só gosta de apitos de lata ou de plástico, não temos gabarito pra apitos dourados (nem livro de cheques a condizer).
(se houver praí algum árbitro com apito de lata, faxavor de desculpar e ignorar este segundo parágrafo)
Cá na minha, isto merece a formação de uma Comissão Duracell para averiguar quem é quem realmente: uma daquelas comissões que duram e duram, não chegam a conclusão nenhuma, mas recebem salários como deve ser; claro que eu e o Cocó, como profundos conhecedores do assunto em epígrafe (prajá, sabemos escrever caro o que dá sempre bom tom à coisa), seremos nomeados respectivamente Presidenta e Vice-Presidente (ou vice-versa) da dita Comissão.
E disse.
Posted by vitriolica at 10:05 PM | Comments (4)
Furacão / Furaquinho — tese sobre a inteligência racional dos furacões
Quando andava por cima do mar sem dono era um Furacão; agora vai pròs Açores... e o pessoal dos Açores tremeu — que eu tamém tremia se vivesse num daqueles nove montinhos semeados no meio do oceano; chegou aos Açores, e lembrou-se que aquilo já é Portugal — portou-se à altura.
Virou Furaquinho, que é assim um faz-que-é-furacão, uma espécie de Portugal dos Pequeninos em versão furacão.
Finalmente, quando viu que se aproximava da costa portuguesa, deste país pequenino de gente pequenina, pensou "Em Roma, sê romano"... transformou-se, claro, em depressão. Mesmo assim achou que não se aguentaria num país onde ninguém liga nenhuma aos portugueses que lá vivem — mudou a agulha prà Galiza, e acabou por dar de frosques prò Golfo não sei de quê (da Biscaia, se não me engano); aí sim, horizontes largos pra poder morrer com dignidade.
Donde se prova que um furacão é um ser racional.
E disse.
Posted by vitriolica at 10:00 PM | Comments (3)
setembro 02, 2006
Reportagem em directo da Festa do Avante
É verdade, camaradas passantes e leitores, cá estamos nós, eu e mais o Arnaldo. A Cèlinha hoje ficou em casa - do Cocó nem se fala, embora tenha encontrado uma quantidade de primos dele ali nos artesanatos lá do Minho.
Pois a Festa tá gira, há bué da people, e estou a usar um computador com um sistema operativo chamado Komunix V3, que é um Linux feito pelos comunistas portugueses - que eles são como o meu irmão Plácido que é todo do Linucse, e Softuére Livre e coisas dessas. Coisa esquisita, desta vez não é o Internete Explorer do senhor Bill, é uma coisa chamada Konqueror, mas aqui a minha casinha da internet tá exactamente igual... Eu ainda um dia hei-de pedir ao Plácido que me instale um Linux ou Komunix ou Ubuntu no meu computador, que acho muito giro ter o Linux e é tudo gratuito e a malta cria os programas por amor à camisola e assim.
O teclado é um bocado duro; à minha direita um puto de uns dez anos pergunta a um senhor que deve ser avô dele "Como se escreve Che Guevara". Isto é engraçado porque nunca escrevi assim uma redacção ao vivo e em directo, e agora passam os bombos lá ao longe (eu gosto muito de ouvir bombos, e melhor que bombos é se vierem acompanhados de gaita de foles).
Bem, people, pois eu ficava aqui agora a fazer a reportagem em directo e ao vivo, mas primeiros, se fico aqui de rabo sentado há muito pouco a dizer; segundos, daqui a nada ainda me expulsam, que deve haver mais gente a querer navegar; terceiros, este teclado é bué da duro, e quase que tenho de escrever tudo duas vezes porque erro metade das téculas e das letras. Parece que já me tão a espreitar por cima do ombro, e o avô e o neto aqui do lado já encontraram a história todinha do Comandante Che Guevara.
Além do mais tenho que ir ali à Festa do Livro, e depois à procura do Arnaldo, e olha, mana Dallete, já comprei um Sant'António de barro pintado, maneirinho - não é bem o que eu queria, mas enfim, é uma forma de apoiar os camaradas artesãos de Braga. Depois logo ponho cá a fotografia.
Tá aqui a chavalita a espreitar-me por cima do ombro, e falo com ela e faz um sorriso envergonhado e diz "Não, eu só queria jogar..." como quem diz "O estupor da velha tá mas é a escrever um novo "Guerra e Paz" e não há meio de desamparar a loja..."
Prontos, em directo da Festa do Avante é todo por agora, saudações.
E disse.
Posted by vitriolica at 10:27 PM | Comments (6)
República dos Berlindes
Pois é verdade, há praí muita República das Bananas, mas República dos Berlindes há só uma: esta nossa republicazinha da treta, com tantos anos de experiência e nenhum tino...
Anda praí um tal Mateus que virou caso, vejam lá... Verdade verdadinha que eu não pesco nada do assunto - que até nem gosto de bola! Bem pedi ao Arnaldo que me explicasse a coisa assim só em palavras de duas sílabas, e mesmo assim fiquei sem perceber lá grande coisa.
Há bocado no noticiário ficámos a saber que os Senhores Que Mandam na Federação resolveram a coisa da melhor maneira possível. (ufa, fiquei tão aliviada... até o jantar escorreu melhor p'la goela, e vou dormir muito mais descansada esta noite!!!)
Somos um país de génios, de crânios, de verdadeiras luminárias do saber! Só assim se compreende como, num instante, alguém tenha, de forma brilhante, resolvido o problema do tal Mateus, que eu não conheço o rapaz mas parece que a coisa era séria, até já se estava a internacionalizar (quiça, extraplanetar, com assembleias extraordinárias em Marte e Plutão - que pramim continua a ser planeta de Primeira Classe, digam os entendidos o que disserem).
E assim, de um momento prò outro - clic! - fez-se luz nalgum bestunto iluminado: faz-se uma lei e declara-se que esta coisa toda é do interesse público! Ora digam lá que não é genial!!! Vê-se logo que isto do futebol é que é!!! nada dessas ninharias de saúde, educação, direitos dos cidadãos, protecção do ambiente, qualidade de vida do povo em geral, o povo mais deprimido da Europa (porque será?), combate aos incêndios (assim desmatados, os terrenos inda levam mais uns campos de futebol, uns campos de golfe, uns empreendimentos imobiliários de luxo...)
Resumindo, concluindo e baralhando: em Portugal há um assunto verdadeiramente importante, capital, fundamental - a bola; tudo o resto é coisita sem importância, que se lixe.
O buraco do ozono, salvem as baleias, aquecimento global? bagatelas! Fecham maternidades, cada médico de família tem quinhentos mil portugueses, a gasolina aumenta dia-sim-dia-não? ninharias!!
Interesse público é outra coisa, é resolver assuntos de contratos de futebol assim, à homem, faz-se uma lei e tufa! mai-nada!
Ou não vivêssemos nós numa República dos Berlindes, cheia de pessoas pequeninas que confundem um berlinde com uma bola de futebol.
E disse.
Posted by vitriolica at 12:00 AM | Comments (5)