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setembro 20, 2006
Furacão / Furaquinho — tese sobre a inteligência racional dos furacões
Quando andava por cima do mar sem dono era um Furacão; agora vai pròs Açores... e o pessoal dos Açores tremeu — que eu tamém tremia se vivesse num daqueles nove montinhos semeados no meio do oceano; chegou aos Açores, e lembrou-se que aquilo já é Portugal — portou-se à altura.
Virou Furaquinho, que é assim um faz-que-é-furacão, uma espécie de Portugal dos Pequeninos em versão furacão.
Finalmente, quando viu que se aproximava da costa portuguesa, deste país pequenino de gente pequenina, pensou "Em Roma, sê romano"... transformou-se, claro, em depressão. Mesmo assim achou que não se aguentaria num país onde ninguém liga nenhuma aos portugueses que lá vivem — mudou a agulha prà Galiza, e acabou por dar de frosques prò Golfo não sei de quê (da Biscaia, se não me engano); aí sim, horizontes largos pra poder morrer com dignidade.
Donde se prova que um furacão é um ser racional.
E disse.
Opinadela de vitriolica às setembro 20, 2006 10:00 PM
Opinadelas
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Boa tese, sim senhora!
Ainda bem que o furacão ganhou respeito a Portugal e amansou . Já o Adamastor foi assim...
E por aqui a depressão é o estado natural, seria muito difícil dar nas vistas.
Fez bem, ir morrer longe :)))
Opinanço de: Inês às setembro 20, 2006 11:32 PM
Compraste o atlas do círculo? !
Opinanço de: Idalete às setembro 20, 2006 11:35 PM
em portugal só podia ser depressão mesmo.
é como o país anda.
quando uma sr.ª foi entrevistada para um qualquer telejornal e disse que tinha tido tanto medo que até tinha tomado um antidepressivo, pensei - enganou-se coitada.
depois percebi.
bjs. grandes M&M
Opinanço de: M&M às setembro 23, 2006 12:53 PM