junho 01, 2006
Viva a Criança
Viva a criança que há em mim
Viva a criança que há em ti
Viva a criança que há em (quase) todos nós.
E vivam as crianças que saíram de dentro de todos nós.
E um voto só
Que todas as crianças que há no Mundo
Tenham o direito de ser só crianças.
Mas o melhor do mundo são as crianças
Não me apetece escrever os chavões e as frases feitas do costume, e só queria desejar que quando a minha sobrinha-neta Libelinha e a minha sobrinha-neta-por nascer MiritaClementina, chegarem à idade adulta, já não tenham que comemorar o Dia Mundial da Criança - que era sinal de que já não era preciso lembrar as injustiças e os desrespeitos que todos os dias são cometidos contra tantos milhões de crianças no mundo. E era sinal de que o mundo era governado por adultos honestos, justos, pacíficos e sem ganância nem sede de poder.
Tábem, eu sei: isto chama-se utopia. Mas não custa nada desejá-la, pois não? Bastava que os Homens e Mulheres quisessem...
E disse.
Publicado por vitriolica às 01:40 AM | Comentários (7) | TrackBack
agosto 25, 2005
Limpe a estante e ganhe um sorriso
Li na Menina Lua um apelo a quem tenha assim umas cassettes de vídeo daquelas de fazer rir. Se já não se ri com elas e estão só a roubar espaço e a encher-se de pó, ainda podem ajudar meninos internados no Instituto Português de Oncologia.
Vá lá, aproveite um bocadinho das férias, ganhe espaço na estante, e vai ver que vai ficar com um sorriso - não, dois sorrisos: um, por mandar um bocadinho de distracção e alegria àqueles meninos; outro, por ficar com mais espaço livre.
Viu? Pelo preço de uma pequena encomenda, lutou contra as rugas e tudo!... E ainda pode ter o prazer de imaginar os sorrisos e gargalhadas de um bando de crianças. Há lá coisa melhor?
E disse.
Publicado por vitriolica às 01:23 AM | Comentários (3) | TrackBack
junho 17, 2005
Sangue B- (se o tem, pode ajudar um jovem)
Um jovem precisa de ser operado de urgência. Tem sangue B negativo.
Se você também tem e está disposto a doá-lo, deixe aviso na caixa de comentários (ou use o endereço de e-mail que lá está). Receberá de imediato o contacto da pessoa a quem pode ajudar.
E disse.
Publicado por vitriolica às 08:32 PM
abril 20, 2005
Convite pra entrar na cadeia
Como podia eu dizer que não ao pedido-proposta-apelo do Senhor Carlos? (cá prà Vi, há-de ser sempre Senhor Carlos, não vale a pena discutir – que eu sou mais teimosa que a burra da Senhora Minha Avó).
Cá por mim, pois sabendo a gente que há tantos jovens que gostam de jogos de acção, está na altura de terem um jogo-de-pula-e-salta que não os leva a matar e a destruir, a conhecer armas e veículos de combate.
Com este jogo podem aprender que há outras lutas: contra a pobreza, a fome, a seca; e outras armas: a solidariedade, a alfabetização, a educação...
Aqui fica a sugestão, ou antes, desta vez é mesmo um conselho, quiçá (este quiçá é dedicado ao Senho Carlos em especial) uma ordem: copie este endereço e dê-o a todos os miúdos que têm computador e gostam de jogar. E se eles não têm acesso à internet ou têm uma ligação lenta e cobrada ao minuto, faça você o download, grave num cd (ou em vários, tantos quantos os necessários), e ofereça, distribua, impinja. Depois disso já pode gabar-se de ter tomado uma atitude em relação à fome no mundo, em vez de um simples clicar no "reenviar mensagem" para " toda a lista de contactos".
O linquezinho prò download do jogo é este.
E disse.
Publicado por vitriolica às 12:00 AM | Comentários (2)
fevereiro 19, 2005
Uma campanha importante e séria
Pois é, a gente cá em casa também se interessa por coisas sérias, como as campanhas que podem mudar para sempre a vida das pessoas. Como este imeil que recebi hoje:
Todos os esclarecimentos podem ser obtidos no site do CEDACE Centro de Histocompatibilidade do Sul.
Esta mensagem (que me foi enviada por fonte de confiança) vinha acompanhada pela identificação e número de telefone da jovem desesperada. Se acha que pode ajudar, deixe recado nos comentários e receberá uma mensagem com o resto da informação para poder fazer o contacto.
Cá em casa somos três “incapazes” – um paludismo e duas faltas de peso -, e esta é a única forma de ajuda que posso dar. Quem puder fazer mais, terá “só” a recompensa de ter salvo a vida a um ser humano na flor da idade. Que podia ser a sua filha, a sua irmã, a sua namorada, a sua melhor amiga.
E disse.
Publicado por vitriolica às 03:31 PM | Comentários (1)
dezembro 06, 2004
Comece já a entregar as prendas de Natal
Está na altura da lufa-lufa das lojas, da corrida para comprar tudo a tempo e horas, e os embrulhos e os laçarotes, para se amarrotar tudo na viagem para a casa da família.
Cada vez me custa mais esta via-sacra, falta-me a paciência e a imaginação, que eu sou daquelas pessoas que gostam de escolher o que compro a pensar na pessoa a quem vou dar, no que pode ou não apreciar e gostar. Não é bem como algumas pessoas que chegam a uma loja dos trezentos e compram meia dúzia de quinquilharias, ou aquelas embalagens de perfumes e after shaves que estão ao molho nos expositores dos supermercados. E se alguém está a pensar oferecer-me uma coisa dessas pegue no dinheiro compre um brinquedo e dê-o a uma instituição que proteja e acarinhe crianças necessitadas, ou compre uns novelos de lã e umas agulhas, e entregue num lar de terceira idade, que há sempre umas velhotas que gostam de fazer uns tricôs e uns crochés.
Dessa maneira eu escuso de ficar com mais uns penicos inúteis a encherem-me a casa e a encherem-se de pó, e ficamos todos mais felizes.
Do que eu gosto mesmo é de ir encontrando coisinhas ao longo do ano, e ir logo comprando para este ou para aquela, e às vezes tenho sorte e encontro mesmo aquilo que quero e de que gosto e que acho que os destinatários vão gostar.
Mas afinal a conversa hoje era outra, que este assunto das prendas de Natal, só de pensar nele cansa-me e irrita-me.
O que eu queria mesmo era recomendar aqui aos meus visitantes e e-leitores que comecem já antes dos "engarrafamentos" e é simples, vão ao sítio do Afixe e lêem a carta que lá está e vão ao vosso banco ou ao vosso multibanco ou ao vosso onláine-banco e contribuam para que a Abraço possa acabar de pagar a casa nova e continuar a ajudar os seropositivos.
Não podemos deixar que o Dia Mundial Contra a SIDA seja só um dia por ano, porque a SIDA mata todos os dias, e nós todos que somos povo temos que fazer aquilo que os nossos governos fazem tão pouco, que é preocuparmo-nos com quem sofre e precisa de ajuda. Mais do que mostrar, e dizer é fazer qualquer coisa mesmo, e cada um dar um bocadinho e apoiar. Se não for a Abraço, escolham outra instituição. Mas façam um bocadinho de Natal fora de casa.
E disse.
Publicado por vitriolica às 12:00 AM | Comentários (2)
novembro 25, 2004
Não esquecer
Não posso deixar passar em claro o dia de hoje, mesmo andando um bocado atarefada.
Só umas frases rápidas para lembrar todas as vítimas de violência doméstica: homens, mulheres e crianças que dormem com o inimigo dentro de casa.
Podia deixar-lhes uma palavra de solidariedade, mas não deixo; deixo-lhes uma palavra de revolta. Para que ganhem coragem e denunciem os agressores.
Existe a APAV para dar apoio a estas (e outras vítimas), e se calhar há outras organizações por aí que fazem o mesmo trabalho.
Para todos os que não são vítimas, há uma forma simples de ajudar: vão lá, e já estão a ajudar. Cliquem: vão ver que não dói nada!
E disse.
Publicado por vitriolica às 11:38 PM
novembro 07, 2004
Lutos e lutas
“O luto não remedeia nada, a luta pode mudar qualquer coisa.” - Vi, se ninguém tiver inventado esta frase antes.
Acabei de inventar esta citação. Espero que não tenha sido já inventada por um senhor escritor célebre, há muitos anos, e eu pràqui feita parva e sem saber de nada a armar em “criadora intelectual”. Apelo, por isso a si, meu leitor: se já leu isto nalgum livrinho de frases célebres e citações ou outro, faxavor de avisar pra eu pôr o nome do(a) verdadeiro(a) autor(a).
Terminados os entretantos, passemos aos finalmentes. Só que antes tenho que fazer um pedido de desculpas e um aviso, ambos ao Senhor Dito Cujo.
Senhor Dito Cujo desculpe, não é muito meu costume criticar iniciativas de outros; quem conhece cá a Vi sabe que eu não sou pessoa de andar a dizer mal seja de quem for, antes pelo contrário; eu sou pelo Bem, e pela Paz entre todos.
Senhor Dito Cujo, aviso que não quero criar nenhuma polémica nem guerra de palavras, nem essas lutas em que se juntam os defensores de uma pessoa contra os defensores de outra, e desatam todos a escrever mal uns dos outros e andam assim uns tempos e depois fica tudo na mesma – ou pior, quando se criam inimizades e ódios. Quero só escrever aqui a minha opinião sobre uns assuntos, e essa opinião nasceu da sua declaração de luto.
Como eu ia a dizer, eu também não acho piada nenhuma a ter aquele ganda trongo do Bush mais quatro anos a mandar – e sobretudo a desmandar – neste mundo; nem às barbaridades que têm sido praticadas pelo Poder americano (que eu não confundo com o Povo dos Estados Unidos), desde que ele é presidente; e a propósito, ainda haverá hóspedes na “estância de veraneio de Guantanamo”? assim como assim aquilo é Cuba, a culpa deve ser do malandro do Fidel. Afinal de contas, o que o Bush faz é exercer a ditadura sobre as ditaduras que não têm uma “democracia” à americana.
Por outro lado, se me importam e lamento as consequências do sucedido, a verdade é que o homem foi eleito, e nem o opositor dele reclamou do resultado; não se vai vir a saber se foi de vontade própria ou se houve ali algum arranjinho do tipo “toma lá umas mordomias, dá cá o teu silêncio”. As eleições e o resultado delas fazem parte de uma coisa chamada “política interna”, e portanto gente de fora não tem nada que meter o bedelho; os americanos fizeram-no no Chile lá por ’73 ou perto disso, e a coisa deu no que deu. Mesmo que eu ache que a maioria dos americanos foram parvos, só posso discordar e lamentar mas usaram o direito de voto (coisa que muitos Portugueses não fazem, por sinal!) da maneira que melhor entenderam.
Vamos então à parte prática da questão: não adianta chorar sobre leite derramado, tá feito tá feito, e agora há que aguentar: não há lutos, nem protestos, nem coisíssima nenhuma que um grupo de portugas anónimos possam fazer para mudar a situação. Nem que fôssemos os dez milhões em peso prà rua; isso pode ter dado uma força no caso de Timor (o que fez mesmo andar a coisa foram as diplomacias e negociações, convém não esquecer), mas nesta situação fazia o efeito de uma picadela de mosquito, ou menos ainda.
Muitos de nós gostamos de ter um ideal, uma causa, qualquer coisa que nos (co)move e nos faz sentir mais “pessoas”. Isso é bom. Mas então pensemos em, inventemos, apoiemos, lutemos por causas “vivas”, isto é, coisas que possamos mesmo ajudar a mudar, ou a melhorar ou mesmo a (ex)terminar.
Ele há o voluntariado, ele há tanta forma de ajudar e de mexer, e não é preciso ir tão longe, logo aqui ao pé da porta há muito por onde pegar e começar . E a gente pega nos jornais e vê/ouve os noticiários, e por todo o lado há tanta coisa que a gente pode agarrar!
Agora causas mortas e enterradas (do ponto de vista da doméstica, que é o prático), sobre essas já não há nada a fazer.
Pois a gente tem é que descobrir maneiras de lutar contra as injustiças, contra o que já devia estar feito mas não está, ou com o que está para ser feito mas não devia (como as casas ilegais em parques protegidos ou em locais que são de todos e que, essas sim, podem ser destruídas), ou melhorar o que existe mas não está bem... e nem vou falar da pobreza, da saúde e do ensino que deviam ser um direito e a preços acessíveis e depois vai-se a ver e os livros têm praí quase tantos impostos como os cosméticos e os perfumes, e quanto aos remédios nem se fala! E as cadeias sobrelotadas, e há mais de um ano que não se fala nos excessos de prisão preventiva, e os atentados no Iraque,
E podia fazer um blog inteirinho, meses a fio, só de coisas pelas quais ainda vale a pena a gente escrever, e lutar e fazer.
Respeito muito o seu luto, Senhor Dito Cujo, mas desculpe lá, prefiro lutar por coisas vivas. E isto não é para agredir, nem para discutir, e só lhe quero agradecer porque afinal para escrever esta redacção fui obrigada a pensar nestas coisa todas e a lembrar-me que ainda há isto tudo e mais o resto que não foi escrito – para a gente lutar.
E disse.
Publicado por vitriolica às 12:00 AM | Comentários (9)
novembro 06, 2004
Tantos amigos que a Weblog tem
Já que estou a fazer coro com quem falou primeiro no assunto, repito o título – e esta deve ser a minha última redacção sobre o assunto, por uns tempos.
É só para lembrar que há várias formas de $contribuir$ para continuarmos a ter este “bairro” que agrada a tantos “moradores”.
Primeiros – a assinaturazinha: trimestral, ou anual (esta com dois meses gratuitos) de um dos quatro serviços à escolha.
Segundos – a participação numa recolha de fundos para a compra do tal servidor. Eu não me ofereço para organizar porque não tenho habilidade nenhuma. Acho que a forma mais fácil talvez fosse uma transferência bancária para um NIB que o Senhor Paulo Querido fizesse o favor de indicar – mas não percebo muito dessas coisas, há por aí cabeças bem mais competentes que a minha para tratar do assunto.
Terceiros – fazer campanha junto dos blogueiros amigos e conhecidos, mostrar-lhes as vantagens dos serviços pagos, e a importância de ser “Mecenas” deste projecto que é um bocado de nós todos.
Quartos – quem precisar de fazer pequenos anúncios, porque não experimentar o AdClass? É também um serviço do P.Q., e por isso outra forma de contribuir.
Quintos – ler este apelo, e se tiverem alguma habilitação/habilidade que possa ser útil, tornarem-se colaboradores voluntários do Weblog.
Tábem, sou uma chata a fazer três redacções seguidas sobre o assunto! Mas já andava a remoer isto há muito tempo, e graças ao “pontapé de saída” do senhor Monty do Afixe, hoje resolvi abrir o guardanapo. Como tinha muito a dizer, saiu assim às fatias como um pão de ló na hora da sobremesa.
E aviso já alguma má-língua que se esteja a afiar: não, eu não pago alojamento; sim, tenho TODOS os privilégios de cliente que paga: imagens, endereço de e-mail, webstats e tudo o mais. A culpa não é minha, é que fiz uns piquenos favores ao Senhor Paulo, e ele não me deixa pagar um tusto. É uma pessoa bem-formada e toda cheia de escrúpulos, e faz mais do que a gratidão o obrigaria a fazer. Assim, de vez em quando faço-lhe uma pega ou um naperon em croché, ou mando-lhe uns biscoitinhos quando tenho portador já que ele não deixa que seja de outra forma. E tenho pena de não poder fazer mais, e de ele não me deixar.
E disse.
Publicado por vitriolica às 12:00 AM | Comentários (8)
novembro 05, 2004
Os que podem aos que precisam, ou
Vamos fazer um pouco mais de justiça, tábem?
(se não leu a redacção anterior, convém lê-la primeiro: esta é a continuação)
E precisar precisamos todos! É claro que o que não falta para aí são bairros de blogs: há o Sapo (bhlllrg! – sem ofensa), o Blogspot – nos “dias sim”, e com certeza vários outros. Mas quem gosta de estar neste nosso “Bairro”, bem cuidadinho - com apoio pessoal, lista de blogs actualizados com deve ser, mais lista completa, mais estatísticas diárias, mais entrevistas, destaques e miminhos vários, quem se sente bem aqui quer que as coisas continuem assim bem confortáveis, com raros sobressaltos.
O título desta redacção é uma memória de infância, que tinha a ver também com peditórios, acho eu; queria dizer que quem pode mais tem o dever moral de ajudar quem pode menos. Por outras palavras: se somos uma comunidade onde algumas pessoas podem e outras não podem pagar os serviços, então vamos a isso. Não custa muito dar as mãos para que todos possam continuar a fazer uma coisa que dá prazer a quem escreve e a quem lê. Esta comunidade já provou que sabe e pode e quer. Só precisa é de provar isso de uma maneira continuada.
E depois há a justiça.
Caramba, pessoal, o nosso senhorio, Senhor Paulo, trabalha para nós todos, para termos condições de escrever as nossas redacções, lermos os nossos comentários e tréquebéques, e saber quanto “valemos” no technorati e no blogómetro.
Se a gente precisa do mecânico ou do canalizador, eles fazem o trabalho e não se contentam com um “Bom trabalho, senhor Ambrósio” e uma palmadinha nas costas – fazem-se pagar, e bem!
Acho que é só uma questão de justiça pagar o alojamento, e com ele retribuir algum do trabalho que nos permite ter os nossos blogs sempre na afinação. Com o dinheirito arrecadado mensalmente, ou trimestralmente, ou anualmente, passa a haver um fundo para resolver, pelo menos, aqueles problemas que possam aparecer assim de repente.
Além do mais, o preço das mensalidades é bem suave – vejam pormenores aqui - e com os subsídios de Natal à porta nem vão dar por ela.
Se têm apreço pelo serviço e pelo senhorio, mostrem-no passando das palavras bonitas às acções práticas.
E disse.
Publicado por vitriolica às 12:00 AM | Comentários (3)
novembro 04, 2004
Odeio peditórios, prontos!
Pois é! Vou já avisando, pra ninguém se espantar depois.
Odeio peditórios, e isso vem dos tempos de criança, e havia os peditórios da Cáritas para ajudar os pobrezinhos, sem casa nem emprego; ora acontece que eu tenho um coração de manteiga, e fico quase-doente quando vejo (ou penso em) pobreza, miséria, sofrimento... Daí que a palavra “peditório” me faz muita aflição.
Mas agora vou tratar de outra coisa:
Primeiros – a gente todos é assim um bairro, uma comunidade, não é? E somos muitos, e postamos à brava e temos muuuuitos visitantes e muitos comentários e ficamos todos tããããoooo contentes por termos muita audiência!!!!!
Segundos – Todos nós, residentes e visitantes, usamos o mesmo equipamento para fazer o gosto ao dedo, que é o tal do servidor do Weblog - o computador - que faz de conta que agora era um autocarro; MAIS o tráfego, que é assim como quem diz, a estrada, o gazoil, as peças pra reparar de vez em quando e a mão de obra.
Terceiros – A maior parte das pessoas diz maravilhas do nosso bairro (que é muito melhor, cá na minha opinião, que muitos dos bairros de blogs que há por aí), e fazem os maiores – e merecidos – elogios e dão palmadinhas nas costas ao nosso “senhorio” e “condutor-mecânico-e-vários-outros-em-um” Paulo Querido. E a maior parte acha que isso é suficiente; outros, felizmente, não são dessa opinião.
Quartos – Há um grupinho (acho que é mesmo muuuuito inho) de passageiros deste autocarro que paga bilhete: uns com passe mais económico, outros pagam acomodações de primeira classe, e alguns gandas malucos até pagam bilhete como se andassem de executivo só pra ajudar nas despesas. E para todos estes vai o meu grande aplauso e a minha admiração.
Quintos – Há também um grupo à parte, que são os que não têm ordenado - como os estudantes, donas de casa e assim, ou os que ganham pouco ou têm ordenados muito curtos e/ou pagos quando calha e outras situações do género. Esses nem precisam de ler mais, que esta conversa já não lhes diz respeito.
Sextos – Há outro grupo (que desconfio que é muuuuito maior que os dois anteriores), que até tem um emprego mais ou menos razoável (e daí pra cima) que cobre as despesas e ainda dá pra guardar algum debaixo do colchão, e que podia muito bem pagar o “bilhete” para viajar neste “autocarro”. Mas um dia porque não dá jeito, outro dia “ai que já me esqueci” e por aí fora, lá se vai adiando a coisa.
A verdade é que estamos todos a precisar de um “autocarro” novo e em condições – que o actual, por muitas reparações e cuidados que leve, não aguenta com as criatividades todas de tanto cérebro bom que habita o nosso bairro por muito mais tempo.
Vão ter que esperar pela próxima redacção para saber mais coisas, que esta tá a ficar muito longa e agora vou fazer uma pausa pra ver um bocadinho da “Miss Castelinhos na Quinta das Alarvidades”.
E disse.
Publicado por vitriolica às 10:23 PM | Comentários (2)
Eu apoio
Logo escrevo mais, agora tá na hora da janta.
E disse.
Publicado por vitriolica às 08:10 PM
setembro 20, 2004
Seja herói e ganhe espaço por 500$
É verdade, tudo isto é possível. Recebi um imeile de uma amiga há uns dias, mas andei um bocado ocupada e só agora volto ao assunto.
Então é assim:
Toda a gente tem livros em casa, né? E alguns deles são do tempo em que as crianças eram pequenas, e depois todos os verões a gente promete “Desta vez é que vou tratar disso...” e vai-se à praia, e o calor derrete aquele pedacinho do cérebro onde a gente tinha guardado aquela decisão...
Pois agora é uma altura muito boa, quando é preciso arranjar lugar para os livros novos da escola, e se não tem crianças a estudar é uma altura boa à mesma, e pronto!
A coisa é muito simples: pega nos livros – da escola, de histórias, com bonecos, sem bonecos... – até revistas e jornais.
Já pegou? Boa. Agora é só embrulhá-los como deve ser, e fazer uma encomenda para
A/c Professora Ana Medeiros - Dili Edifício ACAIT
Av. Nicolau Lobato
Dili - Timor Leste
Esta parte foi fácil, não foi? Vai ver que o resto não custa nada: vai aos correios e diz que sabe que existe uma tarifa especial de envio de livros (parece que funciona também para a Guiné-Bissau e S. Tomé e Príncipe), que permite enviar encomendas até 2 kg por 2,75€. Se o/a funcionário/a disser que desconhece, teime, insista (sugeriram-me que procurasse no sítio dos CTT mas a tarefa foi complicada...), saque do telemóvel, ligue para o 800 20 68 68. Se já chegou até aqui, insistir um pouco mais vale a pena.
Quando chegar a casa repare no espaço que ganhou nas estantes, conte os caixotes de tralha que vai atirar para o papelão.
E pronto! Se fizer isto tudo direitinho vai ser um herói para a professora Ana e para os alunos dela, e imagine só o seu sorriso quando acabar a tarefa – que isto de sorrisos fazem bem à alma e diminuem as rugas.
A propósito, a Escola é secundária, pelo que pode enviar livros que não sejam tão infantis assim, mas se mandar infantis de certeza que hão-de encontrar um cantinho para dar alegria e boas leituras àqueles jovens.
Aqui há uns anos juntaram-se uns milhares de portugueses, e vestiram-se de branco, e lutaram para libertar aquele povo da opressão da Indonésia. Agora podemos ajudá-los a libertar-se da ignorância.
(instruções a sério e como deve ser aqui)
E disse.
Publicado por vitriolica às 11:04 PM | Comentários (2)
julho 11, 2004
Pausa para publicidade
A pedido de várias famílias.

Antes que deixem de existir.
E disse.
Publicado por vitriolica às 11:58 PM | Comentários (2)
outubro 24, 2003
Gosto tanto de dizer mal como qualquer outro Português
Eu e o meu Cocó adoramos uma boa sessão de má-língua. Ou não fôssemos bons portuguesinhos de gema!
Ah! Mas gosto muito mais de dizer bem! Dizer mal acalma a irritação, dizer bem faz bem à alma, faz-me sentir mais leve, pensar que talvez ainda haja esperança para a Humanidade.
"Expedição Cin Rota dos Livros" . este ano foi até à Guiné.
Ele há lá coisa melhor que levar seja o que for a quem tem quase nada?
E então livros, o único vício bom que conheço? Ajudar a viciar gente em livros é uma .guerra santa. . pena não haver mais Generais com vontade de lutar nesta guerra.
Há com certeza muitos de que nunca ouvi falar, mas aqui ficam os do momento:
O piloto e .pai. da ideia, João Menezes, mais os seus companheiros António Brás e Susana Lopes que juntos foram de moto até à Guiné .Vou ali* levar uns livros, já volto!. Gente ***** (5 estrelas); a jornalista Teresa Conceição e o repórter de imagem Pedro Falé, da Sic, que acompanharam de moto também; a Porto Editora, que .entrou. com os livrinhos, pois claro; as Tintas Cin e a BMW que patrocinaram mais uma vez . a segunda - esta aventura; a Porto Cargo que transportou os livros; a ONG Fundação Evangelização e Culturas que apoia as escolas que vão receber os livros, de mãos dadas com o Instituto de Apoio ao Desenvolvimento; o João Gil mais a Catarina Furtado que deram a música e a letra da canção.
Pelo-me por uma boa sessão de má-lingua (não é, Lizandra? Não é, Idalete?). Mas dá muito mais prazer uma sessão de .Boa-língua..
Espero poder fazer outra prò ano (mesmo atrasada, mas andava distraída e só agora vi a reportagem na Sic Notícias).
Se andaram distraídos como eu e quiserem saber tudo, leiam aqui ou aqui.
* ali=6000 km
E disse.
Publicado por vitriolica às 12:01 AM | Comentários (2)