janeiro 22, 2006
Eu cá é que não fazia sociedade no Euromilhões com o Engenheiro Sócrates... Livra!!!
Não, que eu cá tenho muitos defeitos, mas não sou parva!
Atão o homem engana-se a apoiar o candidato? Atão o Ingenheiro Socas tem um candidato menos usado, em melhor forma, — e ainda por cima com aquela voz... — e escolhe um candidato que vem lá do lar de idosos, toma umas garrafinhas de Red Bull e faz-se à estrada?
E agora andam praí umas pessoas que dizem que a culpa é do Candidato Alegre.... pois não me parece que fosse isso que o eleitorado achou...
Cá a mim, parece-me que o povo queria assim um candidato com menos quilometragem, que fizesse, quiçá, umas Presidências Poéticas, que recitasse o seu poemazinho no final dos discursos à Nação — assim a modos de como quem diz: "Pois já que a vida tá uma seca, uma aridez que só visto, ao menos aqui fica um bocadinho de poesia, uma pitadinha de sonho..."
Parece que foi o Engenheiro Sócrates que não teve lá grande habilidade a preencher o boletim, e meteu uma aposta que não teve direito nem ao segundo prémio... E agora, toca a pôr as culpas nos socialistas que jogaram de sociedade com o Candidato Alegre... Pois cá a mim parece-me que a culpa foi do Engenheiro, que não quis entrar na sociedade com o Doutor Alegre e resolveu apostar numa chave tão antiga, tão antiga, que até já tinha o rótulo do prazo de validade meio rasgado, e não perceberam que o prazo já tinha acabado.
Seja como for, lá parece que vamos ter que gramar com o "esticadinho de Boliqueime", como lhe chama o Cocó. E a culpa é do Engenheiro Sócrates, que deve tar todo contente. Que eles tão mesmo ao queres um prò outro.
E disse.
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outubro 26, 2005
Parece espanhola, mas é portuguesa
Eu já tinha descoberto, mas fico toda contente por haver mais gente a ir sabendo.
Desta vez li aqui, e deixo a sugestão para passarem por lá - eu teria escrito as minhas palavras, mas do princípio ao fim assino em baixo a ideia e a opinião.
Portuguesa é a marca - Aerosoles, sapatos pra pés que gostam de Portugal e dos Portugueses que trabalham e que tocam empresas prà frente. Melhor que campanhazinhas tipo "Peditoriozinho de uma esmolinha moral pra ajudar os Porugueses a adquirir auto-estima". Ou como dizia a velha canção: "Paroles, paroles, paroles..."
E disse.
Publicado por vitriolica às 11:09 PM | Comentários (3) | TrackBack
outubro 01, 2005
Pois sim senhores, é só novidades!
Isto uma mulher passa uns tempos fora, e quando chega
encontra a casa toda mudada: paredes pintadas, móveis mudados, e electrodomésticos novos e ultramodernos... tal-qual como naquele programa da televisão em que mudam a vida toda a uma pessoa, e depois a dita pessoa e mais o resto da família ficam com o ar mais feliz do mundo, e acaba sempre com um jantar romântico todo muito bem posto e assim em ar de "viveram felizes para sempre".
Estas tecnologias modernas são mesmo uma maravilha, o Movable Type sempre apurar-se e a evoluir e o nosso bom senhorio tuca-tuca
a gastar os dedos até ao cotovelo pra pôr logo à disposição dos moradores o último grito da tecnologia. É por isso que eu gosto de morar cá no "bairro" Weblog, que é um bairro digital de se lhe tirar o chapéu.
Como diria a Cèlinha, isto tá cheio de sinos e apitos - que ela diz em inglês "bells and whistles" (tive que lhe pedir pra me escrever num papel, que é para eu aprender a dizer, e conseguir escrever sem erros).
E até me deu logo vontade de escrever - pelo menos hoje, amanhã logo se vê.
E disse.
Publicado por vitriolica às 10:22 PM | Comentários (1) | TrackBack
abril 22, 2005
Habemus candidatum! - Fumo branco no Largo do Caldas
Finalmente, depois de não sei quantos conclaves em que não era só fumo negro mas a coisa estava mesmo preta lá pràqueles lados. Eu não passei por lá, mas a zona já devia estar toda cor de breu, pois desde que o Papa Portas deixou de comandar, aquela gente conclavava, conclavava e nada! No meio de tanta cabeça não havia um só que fosse digno de calçar as sandálias do mui venerado - até descer aos infernos da desgraça - Último Pastor.
Agora sim, há fumo branco, e já podem gritar e comemorar à vontade: "Habemus Candidatum", já temos um "paizinho" pra olhar por nós e guiar-nos até aos tais dois dígitos (com uma marota duma vírgula no meio).
Vamos a ver se ele consegue "vestir o fato", pois parece que os trajes foram cortados tão à medida do último utilizador, que dificilmente há-de servir a outro...
E disse.
Publicado por vitriolica às 10:01 PM | Comentários (4)
março 14, 2005
Uf, que alívio!
Quebrou-se o tabu (não, não foi o frasco de perfume, foi o outro!).
Temos Santana Lopes na Câmara, obrigada, Portugueses!
Eu estou muuuuito aliviada, porque não gosto nada de estar em suspenso, a não ser nos filmes do Senhor Hitchcock que só duram praí hora e meia.
Agora mais de um fim-de-semana assim em agonia, é uma crise brava... Seja como for, já estou mais descansada.
Só não sei se a maior parte dos lisboetas é da mesma opinião...
E disse.
Publicado por vitriolica às 10:01 PM | Comentários (3)
Tabuzinho ('tou toda arrepiada)
Nunca mais é segunda-feira, caramba, e uma mulher anda pràqui em pulgas, a saltitar de um lado prò outro; é uma grande maçada, porque fico distraída e assim, e deixei pegar o guisado do jantar, fora as três queimadelas na mão. E como hoje foi o meu dia de tratar dos cafés, pus descafeinado no Arnaldo – que ele não gosta nada! – e ia havendo uma crise institucional cá em casa, que o Arnaldo até disse que ia devolver a minha fotografia à minha mãezinha.
Só o Cocó é que me compreende, obrigada meu amigo, por seres um verdadeiro animal de companhia.
É tudo por causa deste tabuzinho que está instalado, e quase nem falam nisso só porque umas dúzias de pelintras tomaram posse como ministros e coisa assim.
Se está a querer saber que tabuzinho é este, pois também anda bem distraído(a) ou não liga às coisas verdadeiramente importantes que estão para acontecer neste país, é o que é!
Hoje passei a tarde na cozinha com o Cocó, ele com as penas eriçadas e eu toda arrepiadinha por estar tão intrigada e excitada enquanto espero pela decisão final. “Olha lá, Cocó, o que é que tu achas?” “Ora, Vi, eu tou como tu, não acho nada, mas tou muito ansioso, isso é que tou.”
“Achas que volta, ou que não volta?” “Pra te ser franco não sei, e cá por mim acho que ele tamém não deve saber, senão não tinha «dado um tempo», como dizem os brasucas.”
“Realmente, duas semanas é uma verdadeira eternidade pra uma pessoa ficar assim em suspenso; afinal de contas, as vidas de muitas pessoas dependem de uma simples palavra: «assumo, ou não assumo» - e aí já eram duas palavras.” “Lá isso é verdade, Vi, e eu imagino como é que devem tar os corações dos alfacinhas, e daquela malta que todos os dias trabalha em Lisboa.”
Foi esta conversa, este desabafo com o Cocó, este abrir a alma e desnudar o coração que me deixou um bocadinho menos ansiosa, menos impaciente para poder esperar por amanhã e pel’A Revelação:
Afinal, o Doutor Santana vai voltar à Câmara de Lisboa, ou não? E se não, o que vai fazer? E já tem casinha pra morar?
É quase tão emocionante como descobrir quem matou Salomão Ayala, ou a Dona Odette Roitman.
Tou que nem posso – de curiosidade e ansiedade e suspense.
E disse.
Publicado por vitriolica às 12:00 AM | Comentários (3)
março 04, 2005
Um bis, ou antes um tris - "noblesse oblige"
Na categoria "Codrilhices", porque ainda não criei a da má-lingua pura e dura.
Parece que há praí umas pessoas (li num comentário de um blogue, que eu tenho andado um bocado arredada e só há bocadinho dei uma espreita curta) que reclamam do serviço assim, e assado e cozido.
Eu sei, aqui é fácil reclamar! Se fosse da Portugal Telecom, ou da CP, ou da casa do caraças, só dava mesmo pra dizer mal - assim em casa à hora do jantar, ou no café com os amigos, ou no emprego na pausa da manhã. Agora reclamar em termos, assim uma carta com tudo tintim por tintim e tal e coisa, isso já era mais complicado, e comprar o envelope, e lamber o selo, e pôr no correio
Se fosse nos blogs do Sapo, francamente não faço ideia se seriam lidos/ouvidos pelos responsáveis, e se teriam resposta; ou no Blogspot ou nos blogues do Senhor Bill Guêites.
Aqui no Weblog, não senhores: pois a gente dá um saltinho e tá no gabinete do Presidente do Conselho de Administração - que é também o empregado de balcão e senhor das limpezas, o verdadeiro tudo-em-um cá do bairro. E podemos despejar-lhe tudo na cara, que é como quem diz, nos comentários do Weblog, ou n'O vento lá fora.
Ou fazer uma bela duma redacção a descascar em grande nos nossos blogs. Pois podemos.
Todos aqueles que estamos convencidos que "isto" é uma empresa que tem meios para pagar a alguns funcionários - vários, que trabalham oito horas por dia (no mínimo); todos aqueles que ignoramos que esta empresa é sonho e obra de um-homem-só. Ele é o primeiro a entrar e o último a sair, porque é o único. Não precisa de esperar que a senhora da limpeza acabe de arrumar a esfregona porque é ele que faz as limpezas. Que para mandar o paquete ir fazer um recado, só tem que olhar para o espelho. Que nunca vai precisar de contratar um desses "emagrecedores de empresas", pois até é maizoumenos elegante.
Que, se os sindicatos soubessem da coisa, processavam o Senhor Paulo Patrão por obrigar o Senhor Paulo Empregado por trabalhar jornadas de doze e catorze horas, muitas vezes até horas escandalosas. Quando os primeiros fregueses "tomam" o seu blog quentinho de manhã bem cedo, ainda está ele a baixar os taipais do estaminé depois de ter passado toda a santa noite a pôr tudo a brilhar, a lutar com máquinas que nem um pobrezinho as ia buscar ao lixo; a dar atendimento personalizado e individual - e sempre de modo educado, e (quase) sempre com resmas de paciência - a todos os clientes pagantes (e desconfio que nem só a esses).
Eu sei que a maior parte dos meus "fregueses" habituais (será que ainda temos fregueses habituais, Cocó?) não são gente dessa natureza: são gente que conhece a casa, alguns são habitantes da primeira hora, antes de a gente lançar âncora neste porto de abrigo pràs nossas digavações. Gente que tem acompanhado esta l(ab)uta, e que tem dito "Presente" quando foi preciso. E que dá apoio, moral e não só, e que compreende que quando as coisas não correm bem é porque podiam ter corrido bem pior - se não fosse o empenho e a dedicação cá do senhorio.
Já estou mas é meia a dormir, e o Cocó não tá ajudar nada, e eu só queria dizer três coisinhas: senhores reclamativos, antes de reclamar façam duas coisinhas - uma, informem-se das condições em que a equipa-praticamente-de-um-homem-só trabalha; duas - comparem aquilo que pagam com aquilo de que usufruem, e vejam onde encontram melhor.
Senhores não-reclamativos: são gente como deve ser, que sabe que manter este barco a navegar não é fácil, e têm sabido que a equipa do Weblog somos todos nós, sabendo acompanhar o passo do "nosso Grande Timoneiro", porque afinal se a aventura foi ele que a procurou, a gente foi todos embarcando e remando cada um à sua maneira mas todos na direcção do vento, e sabendo levantar os remos na hora certa e acompanhar a maré. Este Weblog é "empresa de um-homem-só" mas que não está sozinho porque são muitos os que fazem a sua parte - blogando, opinando, criticando ou apoiando; reconhecendo o esforço e apoiando a dedicação (e alguns, até, pagando).
Ao Senhor Paulo e a todos os que embarcaram neste navio e têm navegado neste sonho eu tiro o meu chapéu - ornamentado com a mais bela pena que o Cocó me ofereceu!
E disse.
Publicado por vitriolica às 01:08 AM | Comentários (6)
fevereiro 20, 2005
Um bom concelho
Pois o meu concelho portou-se muito bem, sim senhores: mandou a Dona Abstenção sozinha prà praia dar banho ao cão (que a água do mar é boa pra assustar certos bichinhos que dão cabo da vida aos Bóbis), e ala votar! Ora vamos aos números:
- abstenção no concelho: 33,92%
- abstenção na freguesia: 29,6%
E disse.
Publicado por vitriolica às 10:21 PM | Comentários (1)
Temos de mudar de vida (RAAAAAP*)
* - Rindo à parvalhona, ou a minha versão portuguesa do LOOOOOL

Publicado por vitriolica às 09:54 PM
dezembro 12, 2004
Fazerem uma destas ao velhote, francamente!...
Isto é tortura, mas a sério! Aqui na rua, no bairro todo, é uma pouca-vergonha pegada. Passam a vida a pedir coisas ao senhor, e quero isto, e mais aquilo, e eu gostava mesmo era de ter, e depois vai-se a ver e tratam o pobre homem desta maneira!
Isto é tortura, é maldade e ingratidão, é o que é!
Começou logo no princípio do mês, e a coisa tem vindo a piorar. Primeiro clonaram-no, agora torturam-no, pobre Pai Natal!
Não há rua, não há prédio, não há vivenda, aqui na minha área, que não tenha um desgraçado dum Pai Natal pendurado do lado de fora. O coitado teve de acabar de embrulhar as prendas antes do princípio do mês e pra quê? Pois para marcar presença em quase tudo quanto é construção; umas vezes pendurado por uma corda, outras a subir escadas, e até abraçado a pilares que nem Homem Aranha. Com uma idade daquelas devia mais era estar sentado ao serão a tomar um chazinho e uns biscoitinhos com a Dona Mãe Natal, mas não, isso é que era bom! Tem que andar a fazer as vontadinhas a uma quantidade de matulões e matulonas, que acham muita piada a ter um Pai Natal a enfeitar o lado de fora da janela. Já não bastavam as luzes tipo carrossel a enfeitar as varandas, tinham que arranjar mais uma saloiada pra tornar o bairro ainda mais folclórico... A gente, qualquer dia, pensa que entrou na Feira Popular sem saber, com tanto boneco, tanta luzinha na varanda, e por trás dos vidros... até parece que não pagam nada à EDP, ou então não ligam o aquecimento, ou sei lá o quê...
Vai-se a ver, o dinheiro já não chegou pra, pelo menos, arranjarem um elevador ao coitadinho do senhor, com aquela idade e aquele saco carregadinho, ali ao relento sempre a tentar subir para as varandas, que os prédios nem têm uma chaminé e um telhado em termos para as renas poisarem com o trenó!
O que eu mais desejo é que, com o avanço das tecnologias, para o ano o querido velhote já tenha direito a um elevador, assim tipo andar pra cima e pra baixo, e já agora com umas luzinhas a piscar, não vá algum passaroco nocturno abaroá-lo.
E disse.
Publicado por vitriolica às 12:06 AM | Comentários (8)
dezembro 09, 2004
Motivos técnicos
Impedem-me de escrever por... não sei quanto tempo - até ver!
Ando muito entretida a observar e a comentar a felicidade alheia. Viver a felicidade de terceiros - sobretudo quando é gente que merece - também é uma forma de ser feliz.
E disse.
P.S. Assim cumássim, como ainda não entrei no espírito do Natal e a vida em volta é a chateza do costume, não se tá a perder grande coisa.
Publicado por vitriolica às 11:57 PM | Comentários (4)
dezembro 01, 2004
Sugestão de leitura (ou entreajuda blogueira)
Pois é, vizinhança, isto de sermos uma comunidade a gente tem de ser uns pròs outros e tal e coisa, por isso cá está a Vi a fazer um bocadinho de boa vizinhança e serviço à comunidade blogueira.
Para ler este senhor aqui, porque o Arnaldo já teve que me atarrachar uma lentes novas nos óculos porque dois pares fundidos já foram:
Primeiros: pegue no rato, carregue no botão direito e seleccione a parte que lhe interessa;
Segundos: copie usando o menu do seu navegador; ou então, com o texto;
Terceiros: abra o Bloco-notas (do computador, não o da secretária ou da malinha de mão), ou o seu processador de texto;
Quartos: cole o texto anteriormente copiado e leia só o texto;
Quintos: finalmente pode voltar ao blogue, comentar, e apreciar a beleza darrrosas sem ter que se preocupar com o texto que afinal só atrapalha.
Dá um bocadinho de trabalho, mas é um descanso pràs vistas.
Enquanto durar este estado de coisas o dito senhor talvez não deva ser responsabilizado pelos seus actos, e só espero que ele não resolva pespegar estas decorações românticas pelo resto do Weblog.pt. É que além do mais dá uma trabalheira regar - as naturais - ou limpar o pó - as das partes mais de decoração.
E disse.
Publicado por vitriolica às 02:14 AM | Comentários (5)
novembro 30, 2004
Com trastes
(ou "há coisas que é pra quem quer, há coisas que é pra quem pode")
E disse.
Publicado por vitriolica às 09:40 PM | Comentários (5)
outubro 22, 2003
Vizinhanças
Ou .Chegou e disse..
Boa tarde, dona Piolha Lindinha! A minha mãezinha ensinou-me que quando se entrava na casa das pessoas, era boa educação cumprimentá-las. A Dona Piolha não deve ter tido esse tipo de .luxo. (a educação).
Explicando melhor - a minha redacção anterior .Eu também pertenço. recebeu um comentário dizendo o seguinte:
Sei que o 100nada (pt) recebeu o mesmo .convite.. Felizmente não há multa nem .Ou vens, ou vens..
Um .boa tarde., um .como está?., seria demais. Não conhece de lado nenhum, e já vai tratando por tu...
Quando a gente lê um comentário ao que escreveu, espera pelo menos uma frase, de concordância ou discordância, e depois, sim, um convite educado para dar um saltinho à casa da vizinha. Mas assim, a seco, cheira-me um bocado a SPAM, como contava uma amiga minha que fazia parte de um newsgroup sobre arte gótica onde apareciam mensagens a divulgar sítios que não tinham nada a ver ou convites para sítios eróticos ou de jogos tipo casino.
Enfim, eu já andava para falar de civismo e educação, e algum dia havia de começar. Já disse antes aqui que o que eu comento são actos e situações, não as pessoas. Neste caso nem faço ideia de quem se trata. Mas aqui na vizinhança do Weblog e outros arredores costumamos ser mais educados e discretos, não precisamos de berrar coisas aos ouvidos uns dos outros.
A Dona Piolha Lindinha nunca deve ter ouvido falar em .Netiqueta., ou mesmo só em etiqueta.
Desculpem o desabafo pessoal, mas uma doméstica de 49 anos e filha de uma senhora doente também tem direito!
E disse.
Publicado por vitriolica às 04:56 PM | Comentários (10)
outubro 17, 2003
As mininas
O Governo devia era agradecer àquela revista estrangeira que pôs as mininas de Bragança na capa.
Ora pensem lá: dentro da revista há publicidade ao Euro 2004, não é? E na capa as meninas, verdade? Então é como quando a gente vai ao hipermercado e .compre dois e leva o terceiro grátis.. Eu penso que aquela parte das meninas não deve bem ser grátis, mas fazem as duas coisas só com um bilhete de avião, que sai muito mais em conta.
A gente vê e ouve aquelas notícias sobre turismo sexual, acho que Portugal podia criar um novo tipo: Turismo Desportivo-Sexual, com muito sol e fado e tudo. Aposto que fazia um sucesso daqueles! Era só estrangeiros a caminho dos aeroportos deles tudo para vir ver bola e gajas, dava uma dinheirama louca!
É claro que estava a brincar ali em cima, mas ninguém me diz que não haja por aí um maluco qualquer pegue na ideia . espero que não se esqueça é de pagar os direitos de autor aqui à Vi, que me davam um jeitão.
Agora a sério, noutro dia perguntava-me a minha irmã 'dalete o que é que eu achava da história das mininas, e eu disse-lhe:
Cá na minha opinião, os donos daqueles bares, quando contrataram as meninas, não estavam a pensar em perder dinheiro, que não devem ser parvos nenhuns. Se as mandaram vir lá da terra delas, sabiam muito bem o que estavam a fazer, quer dizer, que haviam de ter freguesia para elas. A senhora da mercearia ali à frente, a Dona Teodora, não encomenda caviar, nem coisas assim, porque sabe que aqui no bairro é gente simples que não aprecia essas comidas finas, gosta é de conserva de atum, e sardinha.
As meninas, embora eu não simpatize muito com a profissão delas (mas isso é assunto meu), vieram porque quiseram, e também devem saber que há muita gente que não gosta delas e que se puder as trata mal. A gente sabe que algumas delas trabalham só no horário do bar, mas parece que há outras que fazem umas horas extraordinárias fora dali, mesmo sabendo que essa parte das extraordinárias é ilegal e podem ir presas.
Os cavalheiros, é preciso a gente ver várias coisas:
primeiro: eles vão lá porque querem, nunca vi notícias a dizer que eles vão para lá à força com uma faca ou uma pistola apontada ao peito;
segundo: se são solteiros, ou viúvos ou divorciados, pois cada um gasta o dinheiro onde quer e ninguém tem nada com isso, não é?
terceiro: os casados (ou juntos, que é a mesma coisa que eu também vivi junta com o Arnaldo antes de termos a Cèlinha) é que é pior! Já não se lembram do contrato que assinaram no dia do casamento, que diz que um é fiel ao outro enquanto estiverem casados. E isso é uma falta de respeito muito grande, e se o meu Arnaldo me fizer uma dessas que eu saiba, pumba! Leva logo com os patins, que é como quem diz peço logo o divórcio que eu não sou mulher de ter um homem a meias com outra(s). Ele casou foi comigo, se as coisas não estiverem bem pois a gente conversa, e então se não conseguirmos resolver vai cada um para seu lado e sendo livres já não tenho nada a ver com as companhias dele.
quarto: as mulheres daqueles maridos não deixam de ter um bocadinho de razão. Algumas delas até devem estar cheias de razão, porque são tão boas esposas quanto podem, e tiveram o azar de arranjar uns maridos que são uns ranhosos que não sabem respeitar as mulheres com quem escolheram viver e com quem assinaram um contrato.
Dessas eu tenho pena. Algumas são domésticas como eu, e nem sequer podem pôr-lhes os patins porque não se conseguem sustentar sozinhas.
E depois há as outras (e pelo que eu conheço das mulheres Portuguesas se calhar é o que há mais), que acham que para se ser senhora tem que se ser muito séria e virtuosa, e não sabem conversar com os maridos, e fazer-lhes companhia, e eles têm que procurar fora de casa mulheres simpáticas e carinhosas e que gostam de fazer companhia. Portanto, merecem os maridos que têm, e eles também merecem as mulheres chatas e desinteressantes que escolheram e não foram capazes de lhes ensinar que às vezes ser um bocadinho menos virtuosa e mais conversadeira não faz mal a ninguém e ajuda à união e à amizade e à felicidade do casal.
E afinal escusava de estar para aqui com esta conversa toda, porque a minha mãe explicava logo tudo só com uma frase: .Tão bom és tu, como és tu, vê lá tu!. que é o mesmo que dizer que têm (quase) todos culpas no cartório.
Agora deixa-me mas é ir lavar a loiça do jantar, que é para o meu Arnaldo não ter desculpa para reclamar e dizer que vai tomar um copo aí a um bar qualquer porque ficou chateado com a pilha de loiça no balcão da cozinha.
E disse.
Publicado por vitriolica às 12:01 AM | Comentários (4)
outubro 12, 2003
Eu também vou...
.. ao lançamento do .Blogs..
Ontem à tarde tirei do guarda-vestidos o meu fatinho saia-e-casaco de ver a Deus, que como não sai muito estava com um bocadinho de cheiro a naftalina. Dei-lhe uma boa escovadela, e agora fica a arejar uns dias para perder o cheiro. Vá lá que não engordei nem emagreci desde a última vez que o usei, que eu vou pouco a funções.

Eu e o Arnaldo somos pouco de sair . agora, que na juventude éramos danados para a brincadeira e todos os fins de semana ele era cinemas, mais boîte (não se chamavam ainda discotecas mas é a mesma coisa), mais jantar fora, enfim, era namorar até fartar.
Havia muito menos onde ir do que agora, mas também havia muito mais segurança. A gente descia a Avenida da Liberdade a pé, todinha, às duas da manhã e não tinha um sobressalto sequer.
Mas não vou falar disso agora, que a segurança não é comigo, e o importante é que eu vou estar no Mercado da Ribeira quarta-feira pelas sete da tarde, se Deus quiser. Vou dar um abraço ao senhor Paulo mais ao amigo dele, fico com o livro autografado (que sempre tem mais valor), e compro mais barato, o que ainda é melhor. Aproveito e como uns salgadinhos, que sempre chego a casa com menos apetite e sobram uns jaquinzinhos de escabeche para o meu almoço de quinta. Todas estas poupanças devem dar para os transportes, que anda toda a gente a dizer que estamos na crise ou que vem aí uma, ou coisa assim.
Claro que o meu Cocó tinha que dar um palpite: .Não levas um tâparuére para os croquetes? Dá sempre jeito, que no saco de plástico ficam mais espapaçados... .Tás maluco?. respondi eu .Pensas que eu sou alguma senhora fina dessas que passam a vida em coqueteils e festas e não têm tempo para cozinhar e têm que trazer o farnel de fora?.
Eu cá não sei, é só de ouvir dizer, e já vi disso nos casamentos e assim: há sempre uma senhora muito bem vestida, e bem penteada e maquilhada que parece uma marquesa, e depois vai abrindo a malinha de lantejoulas e lá vai mais um croquetezinho e uns rissóis (..tão mesmo saborosos, não acha?.), e mais dois pastéis de ovos aquilo tudo junto e a mala parece que inchou.
Felizmente a minha mãezinha ensinou-me a ter maneiras, e eu gosto daquilo que cozinho e não preciso de trazer farnel de fora. Os meus croquetes são feitos com sobras, mas tomara muita gente meter-lhes o dente!
E por falar em cozinhar, já combinei com o Arnaldo que quarta-feira toca-lhe a ele, que não pode ir porque chega mais tarde do trabalho. Ele não é grande coisa como cozinheiro, é muito aldrabão, mas lá vai ter que ser e quem fica mal sou eu mais a Cèlinha, que as comidas dele ficam sempre às três pancadas. Vá lá que pelo menos não deixa a cozinha de pernas para o ar como alguns homens (e se calhar mulheres também). E por falar nisso, tenho que lhe pedir que me engraxe os sapatos de salto alto que também é uma das tarefas dele cá em casa que tem mais força nos braços para puxar o lustro.
Portanto, Senhor Paulo, pode contar comigo na quarta . se não houver nada em contrário até lá. Quero dar-lhe um abraço por mais um .filho., cumprimentar o seu amigo Luís, e beber um copo à vossa saúde e que escrevam muito e a si não lhe falte .pedalada. para fazer a lida do nosso .bairro. bloguístico.
A ver se não me esqueço de cravar um extra ao Arnaldo para trazer uns livritos da Feira, que com o frio e a chuva a chegarem sabe bem ficar em casa, enroscar-me no sofá de vez em quando e ler qualquer coisinha que sempre ajuda uma doméstica a desemburrar um bocadinho.
E disse.
Publicado por vitriolica às 04:17 AM | Comentários (4)